terça-feira, abril 24, 2007

Sustentability

Confesso a minha dificuldade com algumas palavras. É incrível a facilidade com que certos termos são adotados e, rapidamente, repetidos diariamente por todo mundo. A moda investindo na linguagem, sem cerimônia. Não fosse esse evidente esforço em parecer moderno, mais do que entender os conceitos emergentes, até que aceitaria de bom grado. Nada contra. O idioma é um organismo vivo e dinâmico. Incorpora excentricidades, atualiza-se, sempre criativo na tarefa de acompanhar o que é novo.
Há algum tempo venho reparando no uso que se dá ao termo sustentabilidade. Na ânsia de saírem bonito na foto, pessoas e empresas declaram-se comprometidas com essa filosofia. São porque são, completamente ignorantes do que afirmam ser, cegos no que tange ao real significado do discurso. Misturam sustentabilidade com desenvolvimento sustentável. Confundem sustentabilidade com sustentabilidade ecológica, alegremente superficiais.
Se não estivesse, na minha opinião, frente a frente com um conceito tão importante e bonito, deixaria barato. Estamos falando em prover o melhor para as pessoas e para o ambiente hoje, e no futuro indefinido, com a preocupação voltada para a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Temos portanto um conceito sistêmico que precisa ser compreendido e nunca banalizado. Será que as companhias que se declaram pela sustentabilidade defendem empreendimentos: ecologicamente corretos, economicamente viáveis, socialmente justos e culturalmente aceitos? Duvido.

22 comentários:

valter ferraz disse...

Lord, já que tocou no assunto, traduz aí para mim uma palavra que rima com sustentabilidade e também está na boca de onze entre dez estrelas: usabilidade. O quê diabos vem a ser isso?
Abraço

Raquel disse...

Oi!
Vim lhe fazer uma visita!
Adorei o seu blog!!
Beijos

Mário disse...

Ah, meu amigo, eles nem sabem do que estão falado. E isso eu tenho absoluta certeza. Ou então... são mesmo hipócritas.
Tem novidade para vc lá em casa.
Abraços.

Eduardo P.L. disse...

Lord, mas convenha que é uma bonita palavra: sustentabilidade.Se funciona na pratica, são outros quinhentos milréis!
PS- Como você não RECLAMOU acho que nem deve ter notado que te pendurei, ha uns 10 dias, no varal, se estiver incômodo eu posso tirar! Risos!

peri s.c. disse...

1/ Ecologicamente corretos se a legislação for precisa e a aprovação dos projetos e fiscalização da implantação forem rígidas.Duvido. 2/ Economicamente viáveis, quando perceberem quanto custa ser ecologicamente corretos, vão procurar brechas na legislação, na aprovação, na fiscalização. 3/ Socialmente justos? então tá . 4/ Culturalmente aceitos ? Ora , ora, cultura interessa na hora de fazer marketing.
Portanto, muito a caminhar.

Vivien disse...

muito a caminhar, como disse o Peri.;0)

Eduardo P.L. disse...

O Peri esta coberto de razão. Muito a caminhar!

O Meu Jeito de Ser disse...

Essa é a palavra hoje.
Amanhã será outra.
Sim porque sustentabilidade,é o que meus pais faziam, encher a barriga de um, sem comprometer a barriga do outro.
Era praticamente mágica.
Um beijo.

Lord Broken Pottery disse...

Valter,
Também não sei mas não deve ser coisa boa.
Abração

Oi Raquel,
Seja benvinda, obrigado!
Beijos

Mário,
Eu substituiria o ou por e. Eles não sabem... e são hipócritas.
Grande abraço

Eduardo,
Vou lá ver.
Abraço

Peri,
Muito. Por isso toda minha dúvida.

Vivien,
Mas vamos bem, em passos de tartaruga.
Beijão

Eduardo,
Ele tem sempre razão.
Abraço

Aninha,
Acho uma excelente definição para sustentabilidade. Muito mais real.
Beijão

Sibila disse...

Lord, acho como o Peri. Usam o termo de maneira frouxa como estratégia marqueteira, para soar bem, colar como colar, seja lá qual for o(s) real(ais) significado(s) da palavra. Pra ficar bem na fita, sabe cumé? Beijo.

Lord Broken Pottery disse...

Sibila,
Também acho. Como a maioria das iniciativas das empresas, loucas para sairem bem na foto, não passa de jogada de marketing.
Beijão

Anônimo disse...

Meu Lord Caco,

e se sustentabilidade for apenas a palavra que eles podem estar usando neste momento, enquanto alguém - a mídia, talvez? - inventa a próxima, que eles vão poder estar usando até a invenção seguinte, e, assim, indefinidamente?
Posso estar te beijando?
Vivina.

anna disse...

como vc, duvideodó.

Lord Broken Pottery disse...

Vivina, querida,
Bom estar te vendo por aqui. Acho que o caso é este mesmo. Mais uma invenção da mídia, dos ansiosos por entrarem na moda, dos ingênuos, de muita gente. Vou ficando por aqui com minhas dúvidas.
Beijão

Anna,
Vamos juntos nesse ato de duvidar. Duvidar é saudável.
Beijão

Sibila disse...

Ai, Anna, como o Lord é modesto, não? Beijo aos dois (a Anna, q presumo, é amiga do nosso amigo Vado, e já mucho da legal antes d`eu suspeitar disso. Salve, Anna!) E salve Anna Pontes! Ai, ai quanta Anna boa nessa vida! Aliás, Anna, com um ou dois enes é um nome lindo mesmo. Bjs.

Lord Broken Pottery disse...

Sibila,
Eu, modesto? Também gosto de nomes curtos, simples, sem complicação. A beleza está na simplicidade.
Beijão

Sibila disse...

A gente gosta dos nomes pela sonoridade e, antes, pela lembrança ou pessoa próxima, acho. Lord Broken Pottery, por exemplo, é um nome de que gosto apesar de longo demais. Já pemsou eu chamar meu filho de Lord Broken Pottery? Ana talvez, se tivesse, chamasse a uma filhota, mas... Veridiana é nome q nem sempre todo mundo acha legal, nem mesmo meu marido e... eu gosto demais: Veridinana! É vero!

Sibila disse...

Ih, escrevi errado o nome da possível filhota: V E R I D I A N A. Tá certo? Prá mim tá.

Lord Broken Pottery disse...

Sibila,
Gosto de alguns nomes que começam com V: Veridiana, Verônica e Valéria.
Beijão

jayme disse...

Também duvido.

Lord Broken Pottery disse...

Jayme,
Eu tinha certeza.
Abraço

Meg disse...

Oh Lord
quanta coisa boa estive perdendo, nesta semana em que saí de casa.

Tenho que atualizar a minha leitura do seu excelente blog.
Um beijão
M.