quarta-feira, maio 30, 2007

Old Words

Existem palavras que saem de moda, deixam de ser pronunciadas. Ficam esquecidas nos dicionários, verbetes meio lápides. Surgem empoeiradas nos livros antigos. Provocam riso quando no linguajar dos velhos. Por quê? Qual a causa desse ostracismo sem decreto e tão espontâneo? Supimpa, alhures, acolá, lábaro ou malfazejo, apenas para exemplificar. Sinto pena desses aglomerados de letras abandonados, significados vazios de entendimento, verdadeira sucata léxica.
Todos os dizem por escrito, aqueles que se dedicam ao jogo de paciência que é escolher a melhor maneira de expor o pensamento, esses que são amigos da letras e das combinações interessantes que formam, deveriam pensar um pouco nessa questão. As palavras que dizemos hoje têm um futuro semelhante ao nosso, terão cabelos brancos amanhã. Passarão.

38 comentários:

denise disse...

Ricardo, coincidentemente, hoje, trabalhei com meus alunos um texto teu, no qual usa palavras que estão em desuso ou foram substituídas por outras. Eles não acharam engraçado, pelo contrário, acharam interessante.
A propósito, assim que eles terminarem os textos, mando-lhe os resultados. Você me autoriza a colocar o seu texto, que serviu de base na aula, para eu publicar lá no Roda de leitura?
Eles estão curiosos, pois percebem algo de seu avô em seus textos, como a concisão da palavras, o texto enxuto. Foi muito legal!
abraço, garoto

Silvares disse...

As palavras fazem o mundo que nos rodeia. Fazem-no mesmo! As palavras que usamos mostram quem somos. Ora, se o mundo muda, as palavras vão com ele. O mundo não fica melhor nem pior com as mudanças. Fica diferente. Assim como a nossa língua. Disse Camões "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..." esse Camões foi um gajo do caraças!
:-)

Vivien disse...

Os nomes ficam velhos, até os apelidos ficam velhos...não vejo mais Carolas por ai.
O bacana é ver a retomada dos nomes, como os bíblicos, que confesso, são meu fraco: em geral, acho muito bonitos.
(Na minha memória, algumas palavras tem jeito de avó: uma moça exagerada era uma BABILOOOONIA...um namoro mais afoito era pura SALIENCIA...uma garota caprichosa era PRESTIMOSA...
um trabalho era uma COLOCAÇÃO...uma loja era uma CASA DE MODAS...e por ai vai.;0)

O Meu Jeito de Ser disse...

Lord, é engraçado, que um dia desses, lí um rexto seu e comentei:
Onde o Lord arrumou essa expressão, não me lembro agora qual foi, mas me identifiquei, e ainda brinquei. Será que ele também veio lá de Álvares Machado? É a minha cidade natal do interior de S Paulo.
Mas tem toda razão, as palavras assim como expressões, têm data de validade.
A única coisa que sinto pena realmente é do assassinato do português correto, a ortografia de hoje é vergonhosa.
Um beijo.

mani disse...

Lord,

Há palavras que acho divertido pronunciar...bugiganga, traquitana...Adoro palavras....

Lord Broken Pottery disse...

Denise,
Acho que já disse antes, mas fico muito contente com o trabalho dos alunos com texto meu. É claro que autorizo você a fazer o que quiser com ele. O seu trabalho me honra. Também acho que enxuto, econômico no dizer, mas a influência maior deve ter vindo de meu pai. Foi uma presença muito mais marcante.
Grande beijo

Silvares,
Acho que foi Fernando Pessoa quem disse: “Minha língua é minha pátria.”, alguma coisa assim, se a memória não me falha. Camões foi mesmo das caraças!
Abração

Vivien,
Taí, gostei. Lembro de minha avó dizendo que alguém era prestimosa. Grande elogio saindo dela.
Beijão

Aninha,
Pra que lado fica älvares Machado? Você sabe quem foi ele? Tenho sempre curiosidade quando alguém vira nome de cidade.

Mani,
Sou como você. Adoro as palavras.
Beijão

ery disse...

É preciso ler Camões e Bilac para aprender a ser "conservador". A mistura de palavras que, suposta e erroneamente, pensamos ter perdido a validade, com novos vocábulos é capaz de criar um estilo. Eu não esqueço os "tataranetos" da minha língua. E pra mim, não envelheceram. Há sempre uma forma de lhes dar um novo figurino contextual e aí está a beleza lingüística. Abraço Lord.

Eduardo P.L. disse...

Lord, estou com o Silvares, as palavras são o reflexo do dia a dia, do mundo em que vivemos. Mudam as palavras, as gravatas, a altura das saias, e lá vamos nós! Seria até ridiculo ver os antigos de casaca e chapéu coco escrevendo com as palavras de hoje, como fica meio deslocado um escritor contemporâneo usando essas relíquias citadas no seu texto, e nos comentários.
Forte abraço.

peri s.c. disse...

A lingua é viva, evolui com o tempo, com isso palavras vão para o vinagre. ( êpa, esta expressão é do tempo do onça ... ).
Mas algumas palavras antigas são deliciosas, uma das minhas preferidas é exatamente a primeira que você deu como exemplo : Supimpa ! Exótica e enche a boca. Penso em fundar uma ONG pela preservação dela na língua viva.

E, é sério, acabei de ouvir no rádio um destes comentaristas políticos babões e lambedores do poder, lá de Brasília, usar a palavra " ladravaz " . Estupefato, quase bati o carro na traseira de um ônibus cheio. Ia ser uma confusão supimpa.

Anônimo disse...

Lord,

Vejo nessa evolução um lado bom e um mau.

Por um lado, não fosse ela jamais ouviríamos o delicioso "cê" pronunciado e muitas vezes escrito pela minha mãe. Nunca vou esquecer do funil apresentado graciosamente (essa também já está em desuso - aliás, “desuso” está em desuso) pela professora do primário:

Vossa Mercê
Vossemecê
Vosmecê
Você
Ocê


Por outro lado, axo mto xatu genti qui iscrevi axim!!! Xatu i preucupanti... Na verdade, nem sei se isso poderia ser chamado de evolução, no entanto, ao que tudo indica, é pra lá que caminhamos.

Um abraço,

Fabiano

Maria Helena disse...

Lord
A Língua portuguesa é igual ao ser humano, deixa sempre margem para dúvidas.
A minha avó falava em algibeira, sabe o que é isso???? bolso.
Alvares Machado fica lá pertiiinho
de Presidente Venceslau, minha cidade.

valter ferraz disse...

Lord, o destino final dessas palavras é um quadradinho enfileirado na última página do jornal. Palavras cruzadas.
Hey, a Maria Helena acertou: Álvares Machado fica próximo a Pres.Venceslau, oeste paulista, alí pertinho onde o MST adora fazer seus acampamentos. O Pres.Venceslau todos sabemos foi Presidemte da República, já oÁlvares Machado, preciso pesquisar.
Abraço forte

Lord Broken Pottery disse...

Ery,
Concordo inteiramente. Acho que é um resumo importante do que eu quis dizer. Devemos aprender a fazer com que certas palavras sobrevivam.
Abraço

Eduardo,
Mas, como sempre nessa vida, devemos evitar radicalismos. Tem gente que força a barra, nivela por baixo, aposenta certas palavras mais cedo. Não podemos abandonar uma certa norma culta em nome da modernidade.
Abração

Peri,
O seu estupefato está meio “muderninho”, é filho do senhor estupefacto, com o c que perdeu-se. Mas, conforme você declarou, também me encantam certas palavras antigas. São, de facto (ups!), supimpas.
Grande abraço

Fabiano,
Esse cê, concordo, é delicioso. E me soa um pouco mineiro também, principalmente quando sua mãe usa. Será que caminhamos para o linguajar escrito a que você se refere? Gostaria de poder acreditar que não. Seria o fim... Como sempre, gostei muito de te ver por aqui.
Grande abraço

Maria Helena,
Eu sabia o que era algibeira e acho uma palavra elegante, bonita mesmo. Interessante isso de acharmos palavras elegantes, não? No fundo palavras são palavras. O que será que faz com que soem mais refinadas, melhor colocadas, assim com mais pedigree? Então você e a Aninha são quase comterrâneas?
Beijão

Valter,
Não tinha pensado nisso. As palavras cruzadas, no fundo, são a preservação da memória de certas palavras. Muitas não morrem por causa delas.
Grande abraço

Serbão disse...

Alvíssaras, Lord! que post supimpa!!! eia, sus!

anna disse...

peri's, essa palavra sempre aparece nas cruzadas que faço compulsivamente, prá ver se pelo menos meu nome e endereço eu não esqueço em breve.

lord, desculpe a heresia, mas penso na palavra como um corpo vivo, com o direito e a sina de morte.

gosto das expressões moribundas, aquela que denunciam/anunciam a geração que pertecemos enquanto estavam no auge. na onda. essa é uma delas.

anna disse...

e o lixinho continua me acompanhando em todos os comentários nos blogs.
será que apertei uma tecla que não devia ou alguém apertou-a por mim?

GUGA ALAYON disse...

Siderais considerações.
Vasto amplexo.

Cristiane disse...

E passarão mesmo Lord...

Lindo texto e uma boa lembrança!

Como sempre, muito bom vir aqui viu?
Obrigada pela visita, é um prazer recebê-lo lá em casa!
Muito frio aí?
Aqui está gelado!
Um beijo Lord e um bom fim de semana,
Cris

Meg disse...

Olá, meu qerido Lord:
A desvantagem de se passar dois dias sem vir aqui, ou chegar para comentar depois, é que praticamente, todos já disseram tudo. Ou quase tudo, antes.;-)
Então digo, o que você já sabia e o que todos os demais disseram, que sim, as palavras têm vida, e toda vida é finita, acho. Mas, me parece que o mais importante, para pessoas como nós que amamos as palavras é que temos de reconhecer que não se manda nelas. Elas sim é que têm o poder de irem e voltarem.
De nos cativarem, seduzirem e irem embora.;-)
Palavras são muito feiticeiras, muito feiticeiras. Mesmo na aparente imobilidade do dicionário.
Elas, são como aqueles filtros amorosos, que só estão esperando um bom bruxo, ou bruxa, para deixarem elas fazerem "o estrago";-)
Às vezes amigas, às vezes muito traiçoeiras.
Claro que estou dizendo isso, sabendo que já foi dito, mas vi mesmo aqui, agorinha, um exemplo, fa-bu-lo-so: quando o Silvares disse que Camões "foi um gajo do caraças" - eu que, por acaso, já morei em Portugal, sei o que ele quis dizer, ;-), uma expresão muito uusada...com vários correspondentes no Brasil; e eu vi, que lindo, você, milord, já a utilizá-la na resposta, como das caraças.
Nessa altura, vc já sabe o que significa dizer que uma coisa é *do caraças*.;-)
E não me espantarei se daqui a pouco essa expressão não estiver sendo usada por muita gente brasileira;-)
Assim, as palavras não ficam velhas, nem formam um cemitério de palavras já mortas e sepultadas. Na verdade, até formam, mas para certos grupos sociais, para certas regiões, para certas geografias.
Se eu não parecer muito *metida* (ou convencida , ou saliente hahaha) deixe eu contar que certa vez estava escrevendo para uma revista portuguesa, a Colóquio-Letras, da Fundação Gulbenkian, e na minha recensão eu falava de um livro em que o autor usava (ou se utilizava) de termos e nomes próprios existentes em Eça de Queiroz, e ao comentar no meu texto, escrevi "ah! as..... desses autores." As...o quê?
procurei a palavra por quase um dia (e tinha prazo para entregar o trabalho), sem achar; e as que eu achava eram feias ;-) por exemplo conchavo, pois realmente o autor brasileiro fazia um conchavo com Eça de Queiros, mas era mais que um simples conchavo, era uma mistura de conchavo e sedução ... Aí, o estalo de Vieira; *manigâncias*!
bem, mas aí, quem mais além de mim e de alguém em algum lugar, saberia o que significava manigâncias... Bom, no desespero, escrevi "Ah as manigâncias desse autores maravilhosos!
E enviei.
Adoraram. O diretor à época, publicou o texto e escreveu elogiando, além de mandar o cheque, por certo. E eu, fiquei me perguntando por que usei aquela palavra e como eu conhecia?
Muito simples: a palavras é corrente no francês! e em Portugal, menos, mas muito conhecida também.
Ou seja, elas vêm quando querem, e assim se vão. Estão e nos habitam sem que tenhamos consciência.
E tenho a a certeza de que devem estar muito felizes e "airosas" por nos ver aqui a escrever sobre elas.

Perdoe este comentário longuíssimo e algo cabotino, mas... que fazer? essas danadas das palavras se atropelam atrás de mim e não sei escrever textos curtos e enxutos como Ricardo Ramos.
Touché!
Beijos muito saudosos
Meguita

Maria Helena disse...

Lord
A língua Portuguesa bem falada e escrita é fascinante, e elegante, como você bem disse.
Sei que descende de uma pessoa que sabia como ninguem usar e abusar dela, assim como você também. Eu apenas tento, me esforço,mas...???!!!
Bjs

claudio boczon disse...

Meus encômios por tão benfazeja postagem.

Lord Broken Pottery disse...

Serbão,
Muito grato!
Amplexos

Anna,
Você diz que as palavras tÊm direito e sina de morte. Não vejo direito na morte, vejo apenas sina.
Ósculos

Guga,
Retribuo os amplexos.

Cris,
Um frio delicioso. Vivo melhor com o frio.
Beijos

Meg,
Você já deve ter percebido que tenho uma relação de amor com as palavras. Com o passar do tempo nossa amizade tem aumentado. Sinto-me devedor com relação a elas, pois não posso retribuir o prazer que me proporcionam. Não as considero bruxas, nem acho que têm vontade própria. São seres pequenos, inofensíveis, frágeis, quase etéreos. Não gosto de pensar que são seres vivos. Tenho uma relação difícil demais com a morte para aceitar que as palavras morrem. Para mim, no máximo, vão para um spa descansar. Dicionários onde passam um período para quem sabem serem redescobertas, como tesouros.
Com relação a Ricardo Ramos, era outro amante das palavras. Conhecia as meninas tão bem que precisava de poucas para se satisfazer. Era também um gajo das caraças.
Beijo

Maria Helena,
Seu esforço é frutífero. É muito aprazível (olha aí outra palavra antiga) ler o que você escreve.
Beijão

Cláudio,
Você quis dizer encômio ou penegírico? De qualquer forma gabo-lhe a escolha.
Abração

Van disse...

Lord.....
Eu, como moça antiga que sou, uso ainda um monte dessas tais palavras...
Supimpa seu post, moçinho!
;)
Beijuca
Van

Serbão Crêysson disse...

eu gosto das palavras que o povão adota.

"fuzil" pra fusível; "tauba", "lumbago", "meu figo tá doendo", "mindingo", Pão com "mortandela", carne de "largato"...

Meg disse...

Lord, querido Lord : não as chamei de bruxas...não, disse que as palavras são como flitros maviosos, à espera, veja bem , à espera de um bruxo, ou bruxa, que se lhes revele o encanto. Ou algo assim.
E nesse caso, seu pai era bruxo, o que no meu entender é uma grande honra...pois com tão poucas faz-nos (no presente, porque sua literatura está aí para quem quiser ler) librar como santos (gostou do librar)? e também se tiver restrições com o bruxo, direi que Machado de Assis, aquele rapaz, era e é conhecido como o bruxo do Cosme velho.
Fazer o quê. São sedutoras as palvras... verdadeiros amavios.
Beijos
(não direi ósculos nem amplexos, pois são palavras muito em uso e em moda:-)
Meguita

Mário disse...

Tem toda a razão. As palavras saem de moda como nós também sairemos cedo ou tarde. Mas que é lindo colocar um termo rebuscado num texto, isso é...rs Abraços.

Eduardo P.L. disse...

Lord, concordo com a sua resposta ao meu comentário. Eu próprio não sou um vanguardista em palavras!Muito pelo contrário.

Lord Broken Pottery disse...

Van,
Você antiga? Tenho certeza que você é "muderna".
Beijão

Serbão,
Mas às vezes é demais. Ontem ouvi o Dunga falando: "Se tem problemas, que venha falar com nós". Para mim o cara morreu, não serve para técnico de nada.
Abração

Meg, querida,
Adorei o "filtros maviosos", tinha esquecido de dizer. Com relação à literatura do Ricardo Ramos estamos tentando revivê-la. Há muito o que se fazer. A maioria dos livros dele está esgotada e não há interesse das editoras em fazer novas tiragens. Há que se fazer o distrato, ver como é que fica. Contratamos o escritório da Lúcia Riff, aí no Rio, para representá-lo. Como declarou a Lygia Fagundes Telles outro dia, Ricardo Ramos merece ser revisitado. A Lúcia já conseguiu fechar a reedição do: "Graciliano, Retrato Fragmentado", pela Cosac & Naif, vamos ver quando sai. Tudo nesse mundo é muito lento. A má vontade impera.
Grande beijo

Mário,
Será mesmo que saímos de moda? Não me parece que isso seja muito justo com a gente.
Grande abraço

Eduardo,
Você é vanguarda em bom gosto, estética e em palavras, é claro, também.
Abração

Serbão disse...

Lord, agora não sei o que é pior - essa frase do Dunga ou as camisas dele...

Lord Broken Pottery disse...

Serbão,
E nem jogar, jogava...
Abração

Anônimo disse...

Paspalho, outra palavra bonitinha que caiu em desuso. Muito sonora e descritiva.

O Meu Jeito de Ser disse...

Ih! gostei de saber que a Maria Helena é minha vizinha.
O Valter me falou agora que ela é mãe Da Vivien, que já é amiga, vou conhece-la amanhã.
Quero conferir se ela inda fala porrrta e porrrteira.
Um beijo aos dois.

Anunciação disse...

Tenho uma colega que,de vez em quando,em meio a uma conversa,me pergunta:de que baú você tirou essa expressão? É que de vez em quando,além de falar palavras antigas,eu cito os ditos antigos,que minha mãe dizia,e muitos,pra falar a verdade,só vim a saber do significado,já adulta,pois crianças e mocinhas decentes,não faziam perguntas sobre nada que adultos estivessem falando.Um grande abraço.Você me fez lembrar de minha mãe que tão pouco estudou e tinha um vernáculo tão bonito.

Lord Broken Pottery disse...

Anunciação,
Se você lembrou de sua mãe já valeu o post. Acabei recordando as coisas difíceis que ouvíamos quando crianças, repetíamos feito papagaios e só hoje entendemos. Escreverei à respeito.
BEijo

Fernando disse...

Oi, Lord,
na base da brincadeira, até pensava, sempre digo que, entre oa mais jovens, aquele que tiver um depósito de uns doze verbos e conseguir empregar, corretamente, umas duzentas palavras, será considerado o intelectual da turma, o nerd.
Dizia, e enumerava. Posso, para os próximos anos, reduzir esases numeros em 50%.
Triostes tempos "mudernos".
abraços
fernando cals

Lord Broken Pottery disse...

Fernando,
Imagino um futuro monossilábico, grunhidos e mímica. Talvez a evolução seja cíclica, estamos voltando para o começo.
Abração

marilia disse...

sou campeão de usar palavras antigas...algumas eu adoro!!
mas tem várias que é apenas a forma de dizer que é antiga e essas eu até hoje, digo: - "alugueres" em vez de aluguéis..."
hiputeca , em vez de hipoteca!...rsss
mas, como eu ando ruim de gramática, tem gente que nem nota...acha que já tô errando mesmo... abraços

Lord Broken Pottery disse...

Marilia,
Será? Acho que é mais caso de desconhecimento da outra parte.
Beijão