domingo, agosto 03, 2008

Don´t Worry, Be Happy

Felicidade se compra, eu também dou esmolas. Evito mas nem sempre consigo. Quando o sentimento de culpa é maior, acabo cedendo. Por ter mesa farta e poder me vestir, além de possuir cama com lençóis limpos para dormir, freqüentemente fico impactado com a desgraça dos outros, os desvalidos. A diferença é que sou crítico. Assistencialismo está na moda mas não me convence. Melhor ensinar a pescar, o que significa um monte de coisas: educação, segurança, emprego, saúde, infra-estrutura adequada. Evidentemente ítens mais pertinentes à seara governamental. Para isso pagamos impostos. A argumentação mais comum insiste no fato de que precisamos fazer alguma coisa. Concordo. Mas tem gente que faz e sai abanando o rabo, feliz da vida. São os salvadores do mundo, têm ar de santo, vivem rindo. Botam no currículo a ajuda que dão, cumprem seus deveres cívicos e dormem em paz. São pessoas especiais. Levemente preconceituosas, patriotas, um quase nada arrogantes, exibem gostos diferentes do meu. Se vão ao cinema preferem comédias românticas. Consideram o lado espiritual muito forte em suas vidas, às vezes até rezam. Fazem turismo em lugares quentes e ensolarados. Eventualmente ficam de pilequinho, mas bebem apenas socialmente, nas festas cotidianas. Detestam Amy Winehouse, um péssimo exemplo. Adoram Ivete Sangalo, acham Miami bárbaro. Não lembram o úlimo livro que leram, mas gostam muito de estudar. A memória, aliás, parece não ser o forte deles. Esquecem fácil, perdoam imediatamente, não guardam rancores. São amigos de todo mundo. Anunciam aos quatro ventos a data de seus aniversários, e celebram os presentes que recebem com os olhinhos brilhando, emocionados. São todos gente boa, como nunca serei.

43 comentários:

valter ferraz disse...

Caco,
é uma situação difícil. Às vezes digo não, bate um remorso depois. Noutras, cedo. Aí o que me vem é a nítida sensação de que fui logrado.
Normalmente se é comida o que me pedem, não resisto e compartilho. Venho de família miserável, desestruturada. Fomos adotados(eu e meus irmãos). Também contamos com a solidariedade e da caridade de estranhos.
Agora, nesse mundinho que vivemos é difícil prá burro distinguir quem é quem, não é mesmo?
Beijo, mano

Lord Broken Pottery disse...

Valter, querido,
É como disse no início, às vezes também não resisto. Mas sou crítico e não vivo rindo à toa. Como dizia minha avó: "Muito riso, pouco siso!". Sou diferente desse povo do Criança Esperança.
Beijo, mano

Magui disse...

O importante é vivermos a nossa vida , com nosso estilo e deixar cada qual fazer o mesmo.Que sejam felizes e nós também.A tolerância medida evita a discriminação.

Lord Broken Pottery disse...

Magui,
Não posso deixar de concordar.
Beijo

Ricardo Rayol disse...

eu já fui mais mão aberta mas hoje em dia pra mim todos tem alguma sacanagem no meio então já pago imposto, fodam-se.

Lord Broken Pottery disse...

Ricardo,
Tem, é claro que tem sacanagem, muitas ONGs existem apenas para lavar dinheiro.
Grande abraço, amigo

Silvares disse...

Sou gajo de nunca dar esmola. Os pobres incomodam-me mas não me sinto culpado por viver bem. A minha avó paterna (que Deus guarde em bom lugar) gostava de dar esmola mas exigia demais aos esmolados. Portanto, agora que já sou grandinho, nunca percebi bem se gostava ou tinha interesse nisso. O meu amor pela minha avó sempre foi incondicional. Mas ela, a mim, não dava esmola, adorava-me.... como eu sempre a adorei.
Welcome back, milord.

anna disse...

ser urbana, é levar uma culpa que não me cabe à cada farol que paro.

balinhas eu compro. e reclamo com os caras que deixam aquele papelzinho no retrovisor com as balas dizendo estarem desempregados. sempre que dá eu falo: tá nada, vc tá trabalhando, cara!

sugeri a um moço pedinte, sem uma perna, que vendesse balinhas porque era melhor que pedir. disse-me que as muletas atrapalhavam... tá bom. eu não tô na pele dele. mas que comigo ele faria mais sucesso, isso faria.

Anônimo disse...

Lord,

Parece que andei sumido, mas na verdade estou sempre por aqui te lendo.

Estou com você na questão do assistencialismo. O que vem fácil vai fácil. E isso vale pra tudo, até pra esmola. Quem pesca o peixe tem que ter paciência pra esperar o bichinho vir no anzol, fisgar, puxar na hora certa. Depois, na hora de come-lo, não há pressa, o pescador come com calma, aprecia o tempero, o frescor, lembra dos peixes que perdeu para poder ter aquele na mesa. Quem ganha o peixe o devora e se bobear ainda morre engasgado com o espinho! E depois passa fome e sofre até ganhar outro...

Com relação ao estereótipo que você traçou, não tive como evitar a lembrança da música "Volte para o seu Lar", do Arnaldo Antunes que, se me permite, reproduzo abaixo (letra retirada do site do autor www.arnaldoantunes.com.br). Acho que ela resume bem o ponto de vista: o sentimento existe, a tristeza e a felicidade; o choro e o sorriso, mas não é a toa!

Abraço forte,

Fabiano

"Volte para o seu lar
Arnaldo Antunes - 1998

Aqui nessa casa ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida comemos comida com a mão
E quando a polícia a doença a distância ou alguma discussão
Nos separam de um irmão
Sentimos que nunca acaba de caber mais dor num coração
Mas não choramos à-toa
Não choramos à-toa

Aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização
Falamos a sua língua mas não entendemos seu sermão
Nós rimos alto bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à-toa
não sorrimos à-toa

Volte para o seu lar
Volte para lá
Volte para o seu lar
Volte para lá

Aqui nesse barco ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectiva mas o vento nos dá direção
A vida que vai à deriva é a nossa condução
Mas não seguimos à-toa
Não seguimos à-toa

Volte para o seu lar
Volte para lá
Volte para o seu lar
Volte para lá
© Rosa Celeste (UMPG Brasil)"

Lord Broken Pottery disse...

Silvares,
Tinha o mesmo sentimento por minha avó, esse amor incondicional a que você se refere. É um tema para mim recorrente. Intriga-me. Poucas pessoas, acredito, sabem o que significa verdadeiramente amor incondicional.
Grande abraço, amigo

Anna,
Eu gosto de arte. Se o malabarista é bom, desses de circo, têm dois que trabalham em dupla no cruzamento da Estados Unidos com a Rebouças, aí eu me rendo. Pago o show que assisti.
Beijo grande

Fabiano,
É sempre bom vê-lo por aqui. O presente que você me deu é valioso. Adoro os textos do Arnaldo Antunes, poeta dos bons, que sabe das coisas. Considero que ele é bem menos celebrado do que poderia ser. Talvez por ser esse nosso país muito pobre.
Grande abraço

Anônimo disse...

Querido Lord Caco,

há uns três, quatro anos, Fabiano e eu passamos os três dias clássicos - sexta, sábado, domingo - da Semana Santa comendo, à noite, os lambaris que ele pescava durante o dia.
Tínhamos ido, os dois, pra Minas, pra fazenda. Mais ou menos seissentos quilômetros. Chegamos tarde da noite, casa vazia de gente e do resto.
Durante a viagem não nos lembramos de comprar nada pra levar. (Você já viu mãe assim? Pois existe).
Nos dis seguintes, preguiça de ir fosse onde fosse. Ficamos por lá, casa, varandas, fogões, silêncio, sossego. E a represa, pertinho da casa, com todos os lambaris do mundo.

Tudo isso pra te dizer que de peixes, anzóis e sobrevivência o Fabiano deve entender. E imagino que a experiência dele tenha sido tão inesquecível quanto a minha.

Tá vendo os caminhos do texto? Uma idéia puxa a outra, e a gente viaja. Dessa vez, foram uns seissentos quilômetros...

Beijo carinhoso da

Vivina, e viva o Arnaldo Antunes!

Lord Broken Pottery disse...

Vivina, querida,
Já estava com saudade. Bom saber que o texto estava pra peixe. E viva, sim, o Arnaldo Antunes!
Beijo grande

valter ferraz disse...

Vivina,
fiquei com ciúmes agora. Queria ganhar um comentário assim, cheio de poesia, carinho e histórias.
Comentei com a Aninha: cada comentário seu é um post cheio de poesia, até quando fala de lambaris.
Beijo, querida
(um abraço forte no Fabiano)//
Brigado, Caco

Só- Poesias e outros itens disse...

Lord,
sempre aprendo muito com o que você escreve, pensa e reflete. Os sentimento e suas contrariedades, que graças a nossa face mais sincera, nos pertence. Temos também nossos lados sombrios, e esses todos querem esconder. Aqui vejo ambos, claros e transparentes.

Bjs.

Ju Gioli

ops: estava esquecendo: têm a sua capa de revista no foto-graphias.

Aninha Pontes disse...

O mais gostoso dos seus posts, é essa interação, e essa continuação do post nos comentários.
Pouquíssimos blogs conseguem ser lidos e interpretados como o seu.
Agora esmola? Sempre tem alguém muito perto de mim, que sei está num momento delicado e precisando muito mais de ajuda material que de meu carinho. Sempre acaba levando os dois, e confesso, nunca me devolveram.
Beijos a todos.

Anunciação disse...

Vixe Maria,por pouco vc não me descreveu.Sim,eu dou ajuda,esmola,como quiser chamar;não vou ao show da ivete mesmo pq não vou a show nenhum,mas detesto essa outra moça e acho sim que ela é um péssimo exemplo;existem sim jovens tolos que acham o máximo esse comportamento autodestrutivo e contrariando todo o bom senso querem imitá~la;só que não tem um décimo do dinheiro dela e se dão pessimamente em confronto com a realidade nua e crua.Não fico alegre,feliz e satisfeita pq dou uma ajuda de vez em quando a um necessitado,mesmo porque acho que é minha obrigação.Enfim,desculpe.

Anônimo disse...

Caco,

posso consolar o ciumento do Valter?
Fica com ciúme, não, Valter. É que conheço o Caco desde criança (ele criança, não eu, quem me dera...) e, às vezes, meu instinto maternal fala mais alto, sabe como?
Gosto muito de você, do seu texto, da Aninha, de seus filhos, neto, de seus comentários em todos os blogs.
Gosto de tudo e de todos, sem exceção. Quando você me elogia, então, adoro!
Qualquer dia repito tudo isso em seu blog, tá legal?

Beijos e abraços fraternos

Vivina.

Maria Helena disse...

Lord,
ahahahah....adoro a Amy Winehouse, John Lennon e Elton John, será que sou meio pirada?????
Não suporto dar esmolas e gorgetas (status dos pequenos),mas colaboro,
faz anos,com instituições sérias de
caridades,que precisam de apoio.
Perdoo facilmente e não guardo rancores. Quem sou eu??????? rsrsr
Bjs

valter ferraz disse...

Caco, voltei:
a Vivina é um doce, né não?

Marcio Gaspar disse...

duas questões, meu caro lord... primeiro, qto ao 'assistencialismo' - somos todos contra, em tese. mas se o sujeito tá na iminencia de morrer de fome, você vai dar uma vara de pescar pra ele comer? dá o peixe, ora, e depois conversamos sobre como pescar...em relação à winehouse: é lamentavelmente auto-destrutiva e problemática ao extremo, mas é uma puta artista. detesto aqueles que descartam a arte por não simpatizar com a pessoa - uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...

*Lusinha* disse...

Engraçado, mas achei o final do seu texto engraçado. Você foi criticando uma fórmula que disseram que era o certo a fazer, mas a verdade é que pelo menos uma coisinha disso acho que a gente tem.
Bjitos!

Lord Broken Pottery disse...

Valter,
Concordo com tudo o que você disse.
Beijo, mano

Ju,
Eu gosto de tentar colocar os contrastes. Acho que são o que dão colorido à vida. Todo lado tem seu senão. Vou dar uma olhada no fotographias. Obrigado!
Beijo

Aninha,
Também acho. Aqui é um espaço principalmente de troca de idéias. Gosto de ouvir o que os amigos pensam.
Beijos

Anunciação,
Meu pai dizia que gosto é o que mais se discute. Aprendi, desde pequeno, a olhar de forma natural opiniões diferentes. Respeito muito as suas mas considero que, de maneira geral, você é bem diferente do quadro que pintei. Tenho certeza de que todas as suas atitudes são íntegras, sem modismos.
Beijo grande

Vivina, querida,
A casa é nossa. Faça um chamego no Valter que ele merece.
Beijo

Maria Helena,
Basicamente, você é uma pessoa muito legal e de quem gosto muito.
Beijo

Valter,
Sempre foi.
Beijo

Marcio,
No geral, concordamos. No particular, acho preocupante que existam pessoas prestes a morrer de fome. Não me sinto responsável por elas, até por pagar impostos. Qual seria a parte do governo? Quanto à Amy, faz tempo que concordamos. Independentemente da vida particular dela, que pouco me interessa, é uma artista fantástica.
Grande abraço

Lusinha,
Todos temos, mas refletir é sempre bom.
Beijo grande

Anônimo disse...

Lord,

Se me permite a resposta a minha mãe: a experiência foi sim inesquecível. Alias, não poderia ser diferente, nos dias de hoje, um rapaz paulistano precisar pescar para a própria subsistência e a da sua mãe! Nem um hambúrguer congelado, uma pipoca de microondas, só os peixes pescados no dia ou nada!
E foi exatamente naquele dia em que eu pensava quando escrevi o texto aqui no blog. Claro que não ia contar a história toda, mas a mãe tá aí pra denunciar!

Um beijo, um abraço,

Fabiano

Blog do Beagle disse...

Que pena que vc está tão amrgo. Cada um é cada um e saiba: assistencialismo está completamente fora de moda. Jantares e bazares beneficentes estão vetados! Nada de feira da bondade ou coisas assim. Ongs, meu querido tem outras formas de existir e podem remunerar os diretores. Há excelentes profissionais no 3° setor. Bjkª. Elza

claudio boczon disse...

dia desses um mendigo parou no portão e perguntou no interfone:

"uma esmola?"

respondi:

"sim, pode deixar aí que já desço para pegar"

selaví

Van disse...

Querido...
Você não é bonzinho? Tem certeza?
Parece se esquecer de que tudo tem dois lados, meu anjo. Inclusive você.
Todos nós somos nossa própria sombra e nossa própria luz.

Saudades.
Apareça vez em quando, dear.

Beijucas

PS: Você foi no lançamento do livro do Valter? Se foi, pode ser que esteja em alguma foto que ele colocou numa comunidade da qual fazemos parte.

Sandra disse...

Como você, não costumo dar esmolas. Ajudo, talvez até por comodidade, pessoas que estão perto de mim e sei que precisam. Roupas, sapatos, etc. Às vezes, quando vejo muma mulher suadável pedino dinheiro na rua, tenho vontade de perguntar se trabalhar como doméstica faz cair as mãos, mas resisto bravamente. Mas ajudo comprando alguma coisa de quem trabalha informalmente. Panos de prato em faróis, frutas, tranqueiras, etc.
Mas ao mesmo tempo, sou o "geral" que você citou: creio, rezo, viajo, tomo meus pilequinhos, etc...

Somos todos compostos de vários "eu" e só deixamos transparecer o que mais nos convém, diante de determinadas circunstâncias.

Beijos

Eduardo P.L. disse...

A coisa aqui esta muito confissional...e não vou cair nessa! Cada um faz o que lhe convém, e pode! Até rir eu acho que é muito saudavel. Não tenho nada contra as pessoas felizes. Em geral são muito pobres e muito alegres! Cara de sexta-feira não resolve os problemas do mundo, e um bom sorriso compra almas do outro mundo!

Forte abraço e BOM retorno!( Pelo número de comentários - li todos- se ve como seu texto nos faz falta!.

Sibila disse...

Nossa Lord,
um pouco datado qto ao termo burguês, talvez, mas que é dito que vale, ah é, sei lá, algo assim:
burguês-bundão-pouco-a-pouco; o burguês nádegas.
Náusea, me causa náusea e nada a ver com comida ou bebida.
Segunda, tava tomada por essa raiva, desse tipo de gente tão chatinha, tão mesquinha; piores as boazinhas e gente que adora aquele tom professoral, não homens-morais, como bem definiu C. Caligaris, mas homens moralistas, dedo em riste.
Triste e que raiva que dá, ô.
Beijos

ana v. disse...

Querido Lord,

é um retrato duro, o que você traça desses que dão esmola para acalmar a consciência e continuar a poder olhar-se no espelho e a fazer as suas vidinhas de ricos. Concordo com você na maioria das situações e também me irrita o espírito. A parábola da cana de pesca e do peixe, tudo verdade... mas, apesar de tudo, acho piores ainda os que ignoram simplesmente que há gente que precisa de ajuda, e muitas vezes tão perto... "dar", mesmo com as intenções erradas, não deixa de ser "dar". A hipocrisia, eu sei, não é o melhor caminho. Mas são tão poucos os que se dispõem a ensinar a pescar, hoje em dia, que... pelo menos o peixe sempre mata a fome imediata.
Resigno-me ao bom, sacrificando o óptimo? É possível...

Um beijo

Lord Broken Pottery disse...

Fabiano,
A experiência, imagino, deve ter sido saborosa, em todos os sentidos.
Grande abraço

Elza,
Não estou amargo. Gosto de temas polêmicos, de provocar debates, ver o que as pessoas pensam. Essa coisa de 3º setor também já virou moda. As pessoas põem no currículo, é chique dizer que trabalharam no 3º setor. Estive, na semana passada, em um evento, em que o cara, dizendo o que fazia, fez questão de declarar atividades numa porcaria de ONG.
Beijos

Cláudio,
Muito boa essa. Lembrou-me uma das piadas que contam sobre o pessimismo do Graciliano. Um amigo comentou com ele:
- Graciliano, do jeito que vamos, acabaremos todos comendo merda.
E ele respondeu, com o velho sarcasmo:
- E o pior é que não vai dar pra todo mundo.
Grande abraço

Van,
Claro que fui ao lançamento do Valter. Não faltaria por nada nesse mundo. Acho esse negócio de lado luz meio boiola.
Beijos, querida

Sandra,
Tenho certeza que você é tudo isso por convicção, sem exibicionismos, é disso que estou falando. Desses caras que fazem as coisas pra se mostrar. No meu tempo, a gente dava esmola ou fazia caridade sem anunciar, espalhar aos quatro ventos. Hoje, como já disse, se coloca no currículo.
Beijão

Eduardo,
Concordo com você, sou conhecido pelo meu bom humor. Um pouquinho de polêmica às vezes movimenta a casa.
Grande abraço, amigo

Sibila,
Você tem razão, essa gente chatinha, quase tão chatinha como abertura de Olimpíada.
Beijo grande

Ana, querida,
Bom receber você por aqui. Viver em um país pobre é ser convidado a socorrer o tempo todo. Às vezes também não resisto. Quando são crianças pedindo, idosos, acabo me comovendo. Ensinar a pescar deveria ser uma função governamental, para isso pagamos impostos. No fundo somos iguais. O que me incomoda são os salvadores de plantão, que colocam suas esmolas em um diploma e pregam na parede. Aprendi que o bem se faz modestamente, em silêncio.
Beijo grande

Adelino disse...

Lord, acho que a sensação de remorso é quase geral. Quando ajudo, geralmente penso assim: estou doando porque acredito na verdade do pedinte. Se for mentira, azar dele. Mas tem certos casos em que a evidência da "malandragem" salta aos olhos. Aí não dá mesmo.
Grande abraço, Lord, ótimo domingo, e FELIZ DIA DOS PAIS.

PS - Como disse o Valter, quando pedem um hot-dog, algo parecido, e
não há como não ceder.

Aninha Pontes disse...

Querido, vim desejar um lindo e feliz dia dos pais prá você ao lado de sua amada Cordélia, e, claro do Mário.
Um beijo nosso.

carol disse...

Lord, ótima essa tua descrição. Fiquei pensando no tanto de culpas que a gente carrega e na desconfiança que sinto das pessoas muito felizes e boas. Minha cabecinha preconceituosa costuma classificá-las como tapadas, mas eu ainda sou nova, um dia hei de melhorar.
Beijo

peri s.c. disse...

Assustador é que convivemos com as esmolas ( no sentido amplo e irrestrito da palavra, não apenas o óbulo dado ao pedinte )em nosso dia-a-dia, prestem atenção, recebemos e damos muitas, meramente para que sejam aplacadas as in-consciências culpadas, que nos acompanham feito umas sombras até quando não há luz.

Lord Broken Pottery disse...

Adelino,
Quando pedem o hot dog a sensação de culpa aumenta. Concordo que é difícil não dar.
Grande abraço

Carol,
Preconceituosa? Não é a impressão que você me passa.
Beijo

Peri,
Muito boa a sua maneira de explicar. Concordo com tudo.
Grande abraço

Lord Broken Pottery disse...

Adelino,
Quando pedem o hot dog a sensação de culpa aumenta. Concordo que é difícil não dar.
Grande abraço

Carol,
Preconceituosa? Não é a impressão que você me passa.
Beijo

Peri,
Muito boa a sua maneira de explicar. Concordo com tudo.
Grande abraço

Eduardo P L disse...

Lord,

hoje tem TERTÚLIA VIRTUAL e TODOS gostariamos de ler alguma coisa sua sobre o tema, que é tão nobre: ÁGUA.

Forte abraço

Lord Broken Pottery disse...

Eduardo, meu amigo,
É sempre um prazer participar.
Grande abraço

vitoria disse...

Estou dando risada lendo seu post e comentários....gostei.
Olha ontem eu estava sem net,sem tv e sem telefone..deprê..sózinha em casa..de noite.
Tocaram ..era o vizinho do 5 andar:
-O porteiro me disse q a senhora está sem tv,etc....quer uma ajuda?
-Oba!Com certeza o sr. é um anjo.Eu estava p. da vida aqui clamando a Deus!!
O sr. do 5 andar arranjou tudo na cx da netcabo.
O filho de uns 5 anos aparece pela escada e diz:
-Legal pai já está dando tv!
Depois dumas lágrimas terem sido limpas no meu rosto disfarçadam/por tanta bondade eu fiquei boquiaberta...o cara do 5 andar tinha acabado de fazer um "gato" na minha cx e eu a pensar que era pura camaradagem...kkkkkkkk...
Cést la vie....
:)

Lord Broken Pottery disse...

Vitoria,
A humanidade é mais ou menos assim. Por isso mesmo desconfio das ONGs.
Beijo grande

Fernando disse...

Oi, Lord
sou um, talvez, babaca convicto, a ponto de, muitas vezes, me impressionar com algumas dessas figuras de que você falou. Ainda bem que leio o que você escreveu, ou ouço a minha filha #1, a Muié, e caio na real.
Perfeita as suas colocações, bem como o que vc disse no post anterior.
Hipocrisia, é uma das maiores forças atuantes nos dias de hoje, na verdade.
abs
fernando cals

Lord Broken Pottery disse...

Fernando,
Você pegou bem o espírito da coisa. Concordo, a hipocrisia, esta forma totalmente comprometida com valores obscuros das pessoas se mostrarem, é uma das molas propulsoras da nossa atual sociedade.
Grande abraço