sábado, janeiro 12, 2008

I´m In A Pet

Não sou especialmente afeiçoado a animais. Cresci, porém, em casa com muitos. Meu irmão, vocação perdida de veterinário, deveria ter cursado, vivia trazendo bichinhos de estimação. Cachorros, passarinhos de todos os tipos, papagaio, tartarugas, peixes, hamsters, convivi com toda essa fauna. Por ser egoísta demais, totalmente voltado para meu próprio umbigo e para as coisas que me interessavam, nunca dividi minha afetividade com esses amiguinhos do Rogério. Não pertenciam ao meu mundo.
Outro dia, passeando em um shopping, fazendo hora para ir ao cinema, parei em frente a uma loja. Percebi na vitrine uma bola de pêlos desgrenhados dentro de uma gaiola. Poderia ser um rato, um coelho, sem dúvida um ser estranho, média aritmética perfeita entre os dois, quem sabe um "ratelho". Espremia-se empurrando o rosto nas grades como se quisesse passar entre elas. O movimento franzia-lhe as feições, arreagaçando-lhe a boca, provocando a exibição crua dos dois dentões da frente que encostavam no metal da prisão. Olhar melancólico e furioso ao mesmo tempo, cansado. É triste ver a vida ser agredida de forma tão ignóbil. Quem poderia querer comprar aquilo?

48 comentários:

Anunciação disse...

Não vi a criatura e por isso não posso avaliar,mas o que tem de gente com gosto pra tudo nesse mundo,isso tem.Sem contar um tipo de ser humano que parece raro mas existe,que adora adotar criaturas as mais feias possiveis ou as mais desvalidas(como me parece que estava esse animalzinho que você descreve.Feliz 2008.

Saramar disse...

Ver aqueles animais dentro de jaulas é deprimente demais.
Eu gosto de cachorros, mas jamais compraria um nestas pets de shoppings, verdadeiros matadouros de bichinhos indefesos.

beijos

Eduardo P.L. disse...

Lord,

minha relação com animais é mais ou menos como a sua. E adoro ve-los soltos. Totalmente libertos!
Essa hiostória de cuidar de bicho como se fosse gente é falta de melhor idéia. Com tanta criança precisando de carinho, lar e educação....

Forte abraço

Lidiane Martins disse...

Querido,
queria dizer, antes de tudo, que tu és um bonito (!) e depois, que eu também me pergunto quem iria comprar aquilo.
Confesso que compraria um cachorro fácil, fácil. Mas pásasaros, hamsters... Sei lá, me parece pura maldade.

Um beijo.

Silvares disse...

Como diz o Eduardo, animal precisa de espaço. E espaço dentro de gaiola não é espaço verdadeiro, é mentira espacial. A gaiola é invenção maldosa de animal inferior.

peri s.c. disse...

Os animais estão cada vez mais à serviço das vaidades/desequilíbrios de seus donos. Marmanjos e marmanjas exclamando para seus totós : " - papai/mamãe chegou " é deprimente. Piora quando dão beijinhos em suas caninas e gosmentas bocas. Putz. Vão beijar um rottweiler, vão.

Lord Broken Pottery disse...

Anunciação,
Sei bem o que você está dizendo, gente que tem cobra de estimação, por exemplo.
Grande beijo

Saramar,
Também acho deprimente. Fico sempre torcendo para que sejam comprados, saiam logo dali.
Grande beijo

Eduardo,
Outro dia, para minha incredulidade, vi uma senhora limpando o "feofó" do cachorrinho dela no meio da rua. Acabei dando risada.
Grande abraço

Lidiane,
Há quanto tempo você não vai a um oculista (rs, rs, rs...)?
Grande beijo

Silvares,
Muito bem definido: mentira espacial.
Grande abraço

Peri,
Também acho deprimente. E depois ainda falam em vida de cachorro. Muitos têm uma vida melhor que a nossa.
Grande abraço

Taxitramas disse...

Uma historinha: meu amigo foi a uma feira de filhotes com a filha. Na saida, a menina ganhou um pintinho de brinde. Meu amigo colocou o pinto em uma gaiola, que a filha levou para o quarto. Muito tempo depois, a menininha (3 anos) veio pedir socorro ao pai. Meu amigo teve que serrar a gaiola para tirar o frango de dentro...
Há braços!!
Mauro Castro

Rosa Brava disse...

Sabe que por vezes o ser mais feio, é o mais dócil e amigo?

Talvez ele estivesse só pedindo um pouco de compaixão, que o tirassem daquele sítio. Pensou nisso?

Um abraço e feliz 2008 ;)

Maria Helena disse...

Lord,
Gosto de gatos, mas foi uma cachorra a "Diana" que vivemos a nossa infância e adolescência.
Tinha apenas alguns dias, quando a ganhamos.
Era pretinha,uma gracinha, a raça????acho que era vira-lata.
Ela nos acompanhava à escola, e como se soubesse o horário ia nos buscar. Essa tarefa era exaustiva, porque éramos muitos,mas ela não esquecia ninguem.
Mamãe quando a via, sabia que já estavamos chegando.
Dianinha era o nosso brinquedo vivo.
Quando mudamos para Campinas, o Ricardo ganhou uma tb com apenas alguns dias, muito parecida com a Diana. Pepita nos presenteou com 14 anos.
Hoje tenho uma gata a Camila que tb é do Ricardo.
Bjs

Blog do Beagle disse...

Fui criada com bichos se enrolando nos meus pés. Casei e não tinha bichos até uma pessoa me alertar que faltava algo na minha vida, um cachorro. Peguei o Gaspar que acabou gerando o blog do beagle e cuja história está contada no ellara.blog.uol.com.br Hoje eu tenho o Baltazar e a Thelma e se pudesse, teria uma fêmea beagle e outro gato. Não tenho filhos. Bjkª. Elza

Ricardo Rayol disse...

Eu detesto pets. Mas é motivo da queda de braço entre eu e minha filha.

carol disse...

assino embaixo do comentário do Peri. destesto ver animais confinados, inclusive os racionais.
beijos

osrevni disse...

Te juro que tropecei num desses outro dia. Era minúsculo, horroroso, e eu estava distraindo, olhando para o guia de ruas. A dona, uma senhora mais pra lá do que pra cá, quase cravou os dentes na minha jugular. Foi uma situação péssima. Pensei que fosse ser linchado por uma horda de franceses. Você sabe, esse pessoal gosta mais de cãezinhos do que dos próprios filhos. Enfim, odeio esses bichinhos híbridos que não fazem jus à própria espécie!

Aninha Pontes disse...

Lord meu querido, gosto dos animais, porém não os tenho, nenhum, e tenho muitos ao mesmo tempo.
Não tenho cachorro, nem gato, mas tenho uma infinidade de pássaros, que vem nos viositar todos os dias e beber água fresca e comer dos farelos que coloco especialmente para eles.
Agora achei perfeito o comentário do Peri.
Carência de filho não se cura com bichos.
Bichos são bichos, filhos são filhos.
E filho também pode seu dócil e amigo, mas conheço gente que os troca.
Beijos queriod, linda semana.

Só Magui disse...

Os animais não são feios mas os humanos que os maltratam.Texto divinamente bem escrito.
http://somagui.zip.net

Lord Broken Pottery disse...

Mauro, meu amigo,
Interessantíssima a história. Quem vê no interior as galinhas vagando por todos os cantos, percebe logo que gaiola não foi feito pra pinto.
Grande abraço

Rosa,
Pensei, sim. Estava escrito naqueles olhos atarantados esse pedido de liberdade.
Grande beijo

Maria Helena,
Não sou muto fã de gatos. Meu irmão Rogério tem um gatil em casa. Cria gatos de raça. Prefiro cachorros. Eles têm uma personalidade que me atrai mais.
Beijão

Elza,
Acho Baltazar um nome maravilhoso para um beagle.
Grande beijo

Ricardo, meu amigo,
O problema é que nessas quedas de braço sempre acabamos perdendo.
Grande abraço

Carol,
Principalmente os racionais, que nem tão racionais assim são.
Grande beijo

Aninha,
Acho um barato essa coisa de colocar alimento para que os pássaros, livres, venham buscar. É a interferência no mundo animal mais próxima do que aceito como oportuna.
Beijo carinhoso

Magui,
Somos, nesse caso, horrorosos.
Grande beijo

Sibila disse...

Acho horrível tb. e fico deprimidérrima qdo vou ao zoológico, que lógica de zoo é aquela?
Pior o zôo de Buenos Aires, pelo menos anos atrás. Uma gaiola proporcionalmente minúscula para o hipopótamos que entre as grades prendia. As pessoas muito perto do bicho e, aproveitando que o mesmo tava com o bocão aberto, dá-lhe tacar todo tipo de bagulheira - tampinhas, copos plásticos, palitos de sorvete, sei lá eu o q mais - lá, isso mesmo, na boca dele... Coitado!
Bj.
Mas lá na chácara onde morei tinha boa variação de bichanos e não eram drags - qto as quais, como sempre digo, qdo acho importante dizer: nada contra. Bjs.

Lord Broken Pottery disse...

Sibila,
Triste esta história do zoo de Buenos Aires. Pena que não saibamos respeitar também essa forma de vida. Acho que não respeitamos vidas, de uma forma geral.
Grande beijo

Marcio Gaspar disse...

para contrapor ao exemplo hediondo dado pela sibila, louvo o zoo de berlim, com seus belos espaços que reproduzem os habitats naturais dos bichos e seu trabalho sério de pesquisa veterinária, que gerou entre outras coisas, uma familia de pandas que não para de crescer e o famoso urso polar knust, que virou idolo na europa.

jayme disse...

O pior, milord, é que há quem queira comprar -- daí haver o que é pior: quem se dispõe a vender, e todos os elos da cadeia dali para trás.

valter ferraz disse...

Lord, sou meio reticente com animais. Não desgosto, mas falta-me a paciência, dedicação e carinho que pedem. Há tempos fixei-me na criação de carpas, davam-me menos trabalho, são silenciosas e muito sociáveis. Hoje já não tenho mais, aqui em Mongaguá é difícil obter matrizes, um transtorno. Mas ainda tenho vontade de voltar à criá-las.
Quanto aos pet shops, abomino. E o modismo de andar com cachorrinhos mimados para cima e para baixo, um horror. Coisa de quem não tem o que fazer.
Abraço forte

Sibila disse...

O Zoo de S.Paulo era, anos atrás, exemplo de bom zoo. Não sei se é mais depois de tantos escândalos. Que legal o q o Márcio diz, certo ângulo, do zoo de Berlim.
Às vezes idealista, eu, na verdade, queria que não houvesse a necessidade de haver zoos. Aliás, como é q começou essa história de emprenender verdadeiros parques de diversôes, não tão divertidos assim para os bichos? Acho q não foi "apenas" pela Revolução Industrial.
Chegamos a um pto que é fundamental ter zoológicos q reproduzam os bichos q nós mesmos estamos extingïndo. Bom mas deplorável.
Ai que angústia!
Mas sempre satisfação de estar aqui. Bjs.

Adelino disse...

Lord, existe uma história que acontece em todas as famílias: as crianças adoram animais. Os pais compram um exemplar. Uma gracinha... Alguns anos mais tarde, elas abandonam o "bichinho", e quem passa a tomar conta deles´são os pais. O maior trabalhão...
Grande abraço

Só- Poesias e outros itens disse...

Odeio animais em gaiolas ou expostos em shops, no circo eu odiava os domandores, queria soltar o leão da jaula.... e coisas assim. Perdi um amigo, que foi para a minha chácara, e prendeu dois canários, para trazer para S.P., achei um crime. Isso fazem dez anos, claro que eu o perdoei, assim como ele a mim, porque a noite soltei os dois passáros da gaiola.

bjs.

JU gioli

Lord Broken Pottery disse...

Márcio,
Ontem, quando li sua mensagem, quase não resisti. Tinha que ser na Argentina, não é mesmo? Embora eles sejam italianos que pensam ser inglêses, nem zoológico sabem fazer direito. Não dá para comparar com os alemães. Esses hermanos... Pronto, chega de ser politicamente correto!
Grande abraço

Jayme,
É o que mais tenho dificuldade para entender, que haja quem queira comprar. Vai entender...
Grande abraço

Valter,
Aqui perto do trabalho tem um tanque com algumas carpas. Gordas, lentas, ficar olhando para elas me dá sono. Tavez tenham esse dom de nos acalmar. Me diz uma coisa que sempre quis saber, a carne delas é saborosa?
Abração

Sibila,
Será que ainda existe alguma coisa em nosso berço explêndido que foi boa e continua sendo? A minha percepção é de que nos esforçamos muito pra baixar o nível, sempre nivelando por baixo, destruindo o que há de bom. Serei muito pessimista, ou ranzinza?
Grande beijo

Adelino,
Na Inglaterra, quando chega perto do Natal, há sempre companhas de conscientização das pessoas no sentido de que os pets não são apenas presentes para uma noite. Duram muito tempo, crescem e precisam ser cuidados, necessitam de carinho. Tanto lá, como na França, sempre fico curioso com o modo diferenciado com que tratam os bichos. Para nós, originários de um país pobre, onde vemos crianças esmolando nas ruas, chega a ser chocante. Muitas vezes, porém, é divertido. A Cordélia, minha mulher, tinha aulas com um professor que andava com um cachorro por toda parte em Hastings. Onde ele ia o animal ia junto. Na classe, enquando o dono ministrava seus cursos, ficava deitado em frente à porta, pacientemente, esperando o final da aula. Quando o cara ia beber, no PUB, metia-se debaixo da mesa. Eram realmente amigos pra toda hora.
Grande abraço

Ju,
Você fez bem em soltar os bichinhos. Ainda consigo aceitar pássaros em gaiola quando eles nascem em gaiola. Meu irmão criava passarinhos e cansei de ver filhotes na gaiola. Nesse caso os bichos não conhecem outra realidade e seriam facilmente mortos caso fossem soltos. Agora roubar a Natureza de uma ave, privando-a da liberdade em uma gaiola é uma monstruosidade. Não sei porque, pensando nesse horror que é prender um passarinho que vivia solto, lembrei da música Assum Preto, cantada pelo Gonzagão.
Grande beijo

claudio boczon disse...

A Felicia do Looney Tunes compraria com certeza - o quê não seria muito bom pro bichinho...

...mas sacumé, liberdade é liberdade, ainda que à tardinha.

Lord Broken Pottery disse...

Claudio,
E o bichinho, certamente, seria mais "inFelicio". Desculpe-me, não deu pra segurar.
Abração

valter ferraz disse...

Lord, a carne das carpas não é saborosa.É sem consistência e muito gordurosa. Há quem aprecie. Mas principalmente as ornamentais de origem japonesa, não se prestam à culinária. É pura frescura mesmo de quem cria. Servem de relaxante num aquário e o colorido junto com a calma com que nadam fazem bem ao espírito. E são consideradas fiéis como os cães. Algumas que eu criava em casa num tanque vinham comer em minha mão, igual se faz com passarinho domesticado(ou galinhas num terreiro, se quiser outra analogia).
Bom, fiquei com saudades dos meus bichos agora. Estou indo.
Abraço forte

Lord Broken Pottery disse...

Valter,
Pelo que você descreve da carne da carpa imagino como sendo alguma coisa parecida com um chicletão de peixe, certo?
Grande abraço

valter ferraz disse...

Caco, exatamente!

Lord Broken Pottery disse...

Valter,
Então tá,
Abração

Lord Broken Pottery disse...

Valter,
Então tá,
Abração

Meg (Sub Rosa) disse...

Ah! Lord, não sei o que comentar, agora nem me pergunte porque.
Leio sempre seus textos como se fossem ficção e fiquei impressionada com o animalzinho infeliz, que julguei seria um cruzamento mesmo - veja só minha imaginação - fruto da maldade arguta de alguém querendo se dar bem às custas de tudo o que já falaram aqui.
Não pensei nunca na situação mais comentada aqui a relação do homem com o animal para preencher lacunas, minorar solidão.

Mas, se valer alguma coisa meu comentário, quero dizer que me identifico muito com seu irmão, mas como aquele dístico: Adoro animais, eu aqui eles lá no habitat deles.
E quando muito no Zoo, que para alguma coisa os Zoos devem servir.
Estou agora acompanhando vivamente o caso do ex-ursinho Knut (agora ursão) que foi rejeitado pela mãe, e outras coisas semelhntes, mas que duvido que alguém saiba, pois não se referiram aqui.
Só eu mesma, amalucada, é que fico por aqui me preocupando com os danadinhos em extinção.

=-=-=
Entretanto para não perder a viagem, vou contar uma que o meu amigo César Miranda me disse certa vez . Como eu não conhecia o Lord e nem sabia de sua indiferença inicial por animais, perguntei, estranhando: Mas César, você não gosta mesmo de animais?!?!! E ele respondeu: Claro que gosto, Meg. Aliás os meus preferidos são *peixe e frango*

Oras.
Beijos
Meguita

Lord Broken Pottery disse...

Meg,
Gosto mais de frango. De peixe não sou assim tão fã.
Grande beijo

ery roberto disse...

Lord, eu também não tenho a menor tolerância com este excesso de zelo de algumas pessoas pelo cães (ou outro animal de estimação qualquer). Ainda ontem eu vi um senhor, grisalho, dois metros de altura, parecia um daqueles americanos jogadores de baskete; ele desfilava puxando pela coleira um cão de "vestidinho" que era menor que seu próprio pé. Negócio ridículo. Não parece coisa de gay? À propósito, rebolava. Não o cão, o dono!

Vivien Morgato : disse...

Lord Caco,nunca liguei pra bichos.Só gostava mesmo de gatos,que tive em quantidade e variedade.
Mas descobri o amor canino..hahah...depois que adotei a "Renildes"( nome dado pelo Daniel, diante da figurinha patética que ela é...),uma vira latas tao linda.;0)
Nunca pensei que fosse sentir saudades de um cachorro,mas da Renildes eu sinto.

valter ferraz disse...

Lord, a Renildes virou até nome de personagem no Perplexo! Famosa, não?

Blog do Beagle disse...

Meu caro, meu primeiro beagle chamou-se GASPAR. Morreu envenendo e deu origem ao blog do beagle. O segundo, só poderia ser BALTAZAR. Como eu não pretendo ter outro cachorro nessa vida, um filho do meu bonitinho chama-se BELQUIOR. Bjkª. Elza

Vivien Morgato : disse...

Walter,aliás...vc podia me mandar aquele texto pra eu publicar no meu blog, heim??? ficou super bacana....rs

valter ferraz disse...

Vivien, mando sim. Por que não pensamos nisso antes, não?
Vou te mandar.
Beijo, menina//

Caco, desculpe a conversa paralela, tá?

Abraço

Ery Roberto disse...

Lord, volto para te cumprimentar pela participação maíuscula naquele debate acontecido lá na MEG, envolvendo Beauvoir e Paulo Francis. Já disse ao Milton e à Meg, foi um espetáculo de civilidade, condução e se to
tornou uma verdadeira aula pela magnífica atuação e conhecimento de vocês sobre tão belo assunto. Rendi uma homenagem à Maria Elisa pela oportunidade que fez nascer e tomei a liberdade de citá-lo lá em meu post. Parabéns. Forte abraço.

Adelino disse...

Dá pena mesmo ver os animais em gaiolas, com este calor terrível, muitas vezes até sem água. Animal, que não seja doméstico, pra mim só no seu habitat.
Grande abraço, Lord. E ótimo final de semana.

Tatiana disse...

Vivo perseguida por animais. Adoro os viralatas de rabo quebrado, as orelhas caída, feios. Adoros os feios e desprovidos de charme natural. Como eu gosto deles, eles acabam gostando de mim e quando eu saio na rua sou perseguida por cachorros alheios. Alguns tem donos, outros me adotam somente por aquela rápida caminhada, mas, de alguma forma, estou sempre rodeada de animais.
Nunca em minha vida comprei um bicho qualquer. Nunca aceitei as gaiolas, as coleiras, as grades. Muitos gatos meus morreram por viverem como gatos, soltos, rebeldes, atropeláveis e envenenáveis. Mas morreram como bichos soltos e não como quase-humanos. Meus cachorros são medonhos e eu os amo, como amo meus amigos estranhos.
Mas eu tenho devida percepção que eles são cães e eu sou gente. Me recuso a botar roupinha sapatinho. Acho humilhante demais para os coitados.
Temos momentos de sintonia total. Quando uivamos juntos durante a noite, por exemplo. Eu começo, eles respondem, os outros cães da rua se unem a nós e fico me sentindo ridicularmente feliz com essa cantoria.
Já não sei amis quem é de quem. Na verdade é uma coisa bem proxima a família...estranha, mas família.

denise disse...

Ricardo, que bicho te mordeu? Sumiu...Ocupado com o livro, presumo.
Desculpe não ter vindo antes, mas nunca é tarde, né.
Gosto demais de caes, mas , depois que o cãozinho de meu filho morreu, logo depois dele, resolvi não mais ter animal.
Dá pena ver os bichinhos enjaulados, mesmo. Os homens não se contentam em tirar a liberdade uns dos outros, e a tiram também dos animais.
Estou com endereço novo:
http.drang.org

Lord Broken Pottery disse...

Ery,
Você está certo. O dono era boiola, não o cão.
Grande abraço

Vivien,
Renildes é phodae!
Grande beijo

Valter,
Além de tudo estrela!
Grande abraço

Elza,
Seriam os três cães magos, ou magros?
Grande beijo

Vivien,
Aposto que o Valter manda.
Beijo

Valter,
A casa é sua, aqui você não precisa pedir licença.
Grande abraço

Ery,
Estou indo visitá-lo. Também gostei muito de partcipar do debate. O Milton e o Carlos são feras.
Grande abraço, amigo

Adelino,
Bem observado. Às vezes esquecem de alimentá-los. Pena...
Grande abraço

Tatiana,
Tenho um tio baiano, o James, que sempre se deu muito bem com os animais. Quando eu era menino percebia que os bichinhos ficavam verdadeiramente encantados por sua figura, iam onde ele estava, com o maior carinho por ele. Talvez seja mais uma faceta bacana da baianidade.
Grande beijo

Denise,
Estou sempre lutando com o tempo. Quando o trabalho na IBM não me toma todo o espaço, existe a literatura se espalhando. Procuro estar presente nos blogs, mas na maioria das vezes não com a assiduidade com que gostaria. Isso me deprime um pouco mas acho que tenho que me acostumar. Ou uso os espaços que possuo, abrindo mão da perfeição, ou a coisa torna-se um fardo muito pesado para eu carregar. Acho que cedendo aqui e alí, consigo caminhar de forma mais prazerosa.
Grande beijo

Eliana disse...

só o Zé, ora!

Lord Broken Pottery disse...

Eliana,
Certo, só ele.
Beijão