sexta-feira, dezembro 05, 2008

Unlawful

Outro dia recebi censura meio pesada. Acusaram-me de criticar demais o país, ser pouco brasileiro. Embora as palavras tenham ficado ecoando, e a gente deve prestar atenção quando isto acontece, fiquei feliz. Nacionalismo é uma das coisa mais burras conhecidas. Já disse outro dia, e repito, preferir me considerar um cidadão do mundo. Minha casa é onde estou bem. O Brasil tem coisas irritantes demais, não consigo ficar calado. Como viver em um lugar onde a observação das leis tem segundas intenções? De um tempo para cá resolveram colaborar para a lotação dos cárceres. Juízes, imbuídos de grande vaidade, fazendo alarde de seus pareceres, resolveram deitar sentenças a torto e a direito. Mandam prender, fazem e acontecem. Sem peso e sem medida. E assim, quando a interpretação da lei é tão livre e criativa, o povo acaba preso injustamente. Na minha lógica canhestra, devo ter aprendido na escola, há muito tempo, as prisões teriam sido feitas para protegerem a sociedade. Lá deveriam ser colocadas pessoas perigosas, ameaçadoras de nossa segurança. Será? Muitos assassinos estão por aí, beneficiados por serem réus primários e terem bons advogados. Leves e soltos. Botar na cadeia, porém, quem foi encontrada pichando a Bienal, dá IBOPE. Esta moça, a tal da Caroline, se considera uma artista. Declarou ser a forma de expressar-se, criticar a sociedade. Para mim não passa de uma topeira completa, mas poderia pagar o seu delito limpando paredes. Enfiá-la em uma cela, acompanhada de gente perigosa, é um crime pior. A sua arte é literalmente uma porcaria, mas caso insistamos em seguir por aí, precisaríamos tolher a liberdade de todos os cantores de música sertaneja.

55 comentários:

Aninha Pontes disse...

Caco,
cuidado. Pode ser patrulhado por seu mau humor aparente(sei que no fundo vc é um cara otimista, até mais do que eu), mas teima em deixar esse lado mais sisudo prá fora. Maneira de se "proteger", talvez. Não sou analista, no máximo um abelhudo.
Agora, essa fulaninha que pixou a bienal teve o que procurou, eu acho.É reincidente, me parece. Deve ter gostado ambiente. Pixar espaços públicos deveria ser punido com serviços prestados à comunidade, concordo. Mas se as cadeias estão lotadas até por pais que não pagam pensão alimentícia porque não para dondoquinhas que se metem a artistas? Estivesse trabalhando, não correria riscos.
Já os cantores sertanejos, penso como vc: prisão é pouco. Deveriam ser banidos. Do dial e do sistema.
Por isso que tefalo. Ouça a PIER FM; lá não vais ouvir música de corno, garanto.
Beijo, mano

Aninha Pontes disse...

Caco querido:
O comentário acima é do bem. Mais uma vez esqueceu de mudar o perfil.
Tudo que vc falou, é só um resumo da realidade que vivemos, de um país sem leis. Pelo menos leis que valham a pena serem respeitadas.
O que se leva em conta, é sem dúvida, se vai dar ibope ou não.
Justiça? Isso é um simples detalhe.
Um beijo.
Agora sim, sou eu.

Adriana disse...

Lord, adorei o que escreveste, eu vivendo fora do Brasil ja fazem 13 anos ja senti muitissimo preconceito por não sair pregando aqui na europa que o Brasil e maravilhoso...e perguntando sempre que eu estava fazendo aqui sendo o ´Brasil um país maravilhoso. sou brasileira não nego, mas o páis que esta dando oportunidades para mi e meus filhos e Espanha. Parabéns pelo post. Beijinhos carinhosos cheios de energias positivas do outro lado frio do ocenao

Anônimo disse...

Lord:
1-Criticar o país não o torna menos brasileiro.
2- Cidadão do mundo não o nega de ser mais brasileiro.
3-Os advogados vivem das contradições das leis.
4-Delitos são arbitràriarmente julgados por cidadãos aos quais lhe são conferidos direitos pré-estabelecidos.

Fui prêso em 2 ocasiões,para ser sucinto.
Uma ,por apoiar comunistas,e outra por estar envolvido com cidadãos de baixo nível,(segundo o advogado de acusação),por jogar futebol nos anos heróicos,e discordar das leis vigentes,(Sócrates tomou sicuta),pelas mesmas leis que o condenaram por corromper a juventude(e eu era jovem).
Felizmente tive um pai bravo,que me livrou,nas 2 vêzes.
5-(Tentando amainar sua revolta),quando participei de uma gravação de uma mini-série para TV,
lí ,na enfermaria do extinto Carandirú,(graças à Deus),uma frase digna de nosso amigo Valter Ferraz, escritor:
"Passarinho que dorme com morcêgo ,tem que dormir de ponta-cabêça"
Tentando elucidar e te apoiar ,
um grande abraço deste notívago e se considerando já amigo(sem te conhecer pessoalmente)
Günther.

E mais:
Fui testemunho de uma cena hilária:
O saudoso Tim Maia disse ,na platéia, ao lado de um dêles , não me lembro se era o Chitãozinho ou Chororó,durante um show sertanejo,que deveriam fabricar novamente as espingardas de cano duplo.Era para matar duplas sertanêjas.

Abraço forte

Günther.

Janaina Amado disse...

É isso aí, Lord. Muita gente que não representa perigo algum à sociedade fica detida, enquanto outros,perigosos homicidas ou ladrões de bilhões, permanecm ou são logo soltos. Eu acho que o país só vai realmente melhorar quando o sistema judiciário e o carcerário melhorarem. Por enquanto, nessa área, de positivo só vejo o Ministério Público (que, de vez em quando, ainda tropeça. Abração.

Silvares disse...

Caro Lord, os nacionalismos são doença bem recente, surgida no século XIX com profunda marca Romântica. Desenterraram-se lendas e narrativas medievais, inventaram-se orgulhos imbecis e desenharam-se demasiadas fronteiras. Como diz uma canção: "horrorosa natureza, pseudo-mãe, até há fronteiras na selva!".

Claudia Lyra disse...

Lord, você é sempre tão lúcido. Falar que quem precisaria estar preso não está é até redundância, não é? Mas concordo totalmente com a prisão dos cantores sertanejos, hahahahahaa

valter disse...

gÜNTHER, PArece que as duplas sertanejas são sempre unanimidades. Quando alguém gosta TODOS gostam, quenao detestamos todos os queremos ou nas prisões ou mortos como o velho e bom Tim Maia tão bem recomendou.
Agradeço a comparação que vc fez com meus textos. Sou obrigado a concordar com vc; e Lord Caco é padrinho do Capão, Outras histórias. Com certeza vai concordar.
Abraço Forte

ps:no jargão do crime vc foi "cadeeiro". Puxa! duas vezes?

Adelino disse...

Lord, ontem mesmo tive oportunidade de comentar sobre a educação de hoje, os modernimos etc. lá no blog do nosso amigo Ítalo. Os pichadores são considerados artistas, ao invés de porcos. Quem leva os estudos a sério é CDF, é ridicularizado, é
"mauricinho". Ser cumpridor de seus deveres hoje é ser brega, cafona, bobão, otário.
Confesso que não acredito em melhoria nenhuma. É o fim, mbora faça parte da turma que ainda rema contra a correnteza.
Grande abraço. Feliz domingo.

Só- Poesias e outros itens disse...

Ser cidadão do mundo, é uma postura bem mais saúdavel. Concordo com você.

bjs.

JU Gioli

Maria Helena disse...

Lord
Falar sobre nacionalismo, é sempre muito complicado, não vou entrar nesse mérito não. Porém... sobre as duplas sertanejas, concordo, espingarda de cano duplo neles.
Bjs

ery roberto disse...

Este é um lado Lord com o qual (também) me identifico por inteiro. Parabéns pelo duro e corajoso desabafo, meu caro. Mas se somos obrigados a engulir tanta coisa ruim, essa gente toda, de nível inferior, merece ouvir discursos lúcidos como os seus. Abraço forte.

ana v. disse...

Por cá temos a "música pimba", a mesma porcaria em versão portuguesa. Em geral um cano bastava, mas às vezes também cantam aos pares...

Ainda hoje, tem graça, comentei com uma amiga uma frase do pai dela, o filósofo e escritor António Quadros (grande especialista em Pessoa):
«O patriotismo é um fenómeno cultural, muito diferente do nacionalismo que é um fenómeno político. Não devemos confundi-los, uma coisa é a nação, outra a Pátria».

Concordo com ele.
Beijo grande.

Lord Broken Pottery disse...

Valter,
Sinceramente não me chateia ser patrulhado. Já andei com o humor em pior estado e considero que, especificamente nesta postagem, até que não pesei a mão. É que existem assuntos que escondem o otimismo da gente. Faz tempo que deixamos de ser Terra da Boa Esperança.
Quanto à menina, não é dondoquinha, está mais para punk da periferia, cabecinha vazia, com pouquíssima substância. É claro que ouvirei a PIER.
Grande abraço

Aninha,
Atualmente justiça virou um detalhe a menos.
Beijo

Adriana,
Sei que vão pegar no meu pé, mas preferia ter nascido na Europa, em qualquer país da comunidade.
Beijo

Günter,
Ter sido preso como você foi, engrandece sua biografia. Quando a ser meu amigo, tenha certeza que já é, e dos bons. Adorei a história do Tim Maia, outro, segundo o que me consta, que tinha o humor meio ácido. Seria legal se pudéssemos nos ver na Vila Madalena, no dia 29/12.
Grande abraço

Jana, querida,
Você ainda vê mais do que eu. Pra mim não escapa nem o Ministério Público, ou principalmente o Ministério Público.
Beijo grande

Silvares,
Tem fronteira até no mar, não é mesmo? A tal das 200 milhas.
Abração

Claudia,
E eu fui bem mais light que o im Maia, não é mesmo?
Beijo grande

Valter,
Duas vezes preso no Brasil é motivo de orgulho. Devia andar com duas medalhas no peito.
Grande abraço

Adelino,
Também não acredito em melhorias. Somos um povinho muito “inho”.
Grande abraço

Ju,
O mundo é mais vasto.
Grande abraço
Maria Helena,
Já é um começo de conversa, não é mesmo?
Beijo grande

Ery,
Em matéria de discursos parece que preferem outros, os “sifo” da vida, que alavancam o IBOPE pra 70%. Nosso país não é muito chegado em lucidez.
Grande abraço

Ana,
No meu caso fica mais fácil. Não me considero nacionalista ou patriota. Acho as duas idéias parecidas, embora concorde com a definição do António Quadros. O que mais me aproxima do Brasil é minha língua. Neste sentido sou próximo de todos que se comunicam em português. Acabo de ler 1818, que conta a história da fuga de D. João VI para o Rio de Janeiro, fugido de Napoleão. Somos uma História só. Diria que minha pátria é meu idioma, é o que mais me aproxima do povo, meu verdadeiro interesse, a possibilidade de me comunicar. E neste sentido sou exigente. Gosto de quem trata bem as palavras. Pegaria em armas para defendê-la.
Beijo grande

Adriana disse...

Lord, muito obrigado pelos parabéns, não importa o atraso. Eu adoro viver em Espanha, e muitas pessoas me criticam por isso. Estas convidado para vir passear na minha casa, tem lugar para os amigos (desculpe a pretensão de te chamar de amigo), minha casa e como meu blog...são sempre bem recebidos. Abraços carinhosos cheios e energias positivas do outro lado frio do oceano

Eduardo P.L disse...

BRAVO Lord! Muito bom, muito bem! Assim que se escreve! Vai para o VARAL!Até porque esta tratando de ARTE! Ruim, mas é arte!

Sibila disse...

O nacionalismo é uma merda presente. Ainda bem que vc falou pouco dele. Quem sabe desmitifica.
bjs.

drang.blog@gmail.com disse...

Isso mesmo, mas , dá trabalho fazer a coisa certa, neste país.
abraço, garoto

james emanuel disse...

"Nacionalismo é uma das coisa mais burras conhecidas."

Perfeito.


Um abraço.

Arnaldo disse...

Todo mundo tem o direito de criticar o que quer que ache que não está legal. Tem muita gente que não entende a função da crítica. E aí vem com aquele papo de "crítica construtiva", como se só fosse possível fazer crítica sendo bonzinho, pegando leve. Não é isso não. Se tiver que pegar pesado, em alguma crítica, tem que pegar pesado.

Quanto a criticar um país, tenho que entender melhor o que é isso. A gente pode criticar o governo, pode criticar a elite que dirige um país, pode até criticar um povo em geral (embora eu evite sempre que possível, as generalizações deste tipo).

Pensando assim, todo país é criticável. E isso não tem nada a ver com gostar ou não do tal país.

RICARDO BLAUTH disse...

alo

não nos conhecemos ainda pessoalmente.

conheço teus textos

assino EM BAIXO do que escreveste

RICARDO BLAUTH
artesdoblauth.blogspot.com

Lord Broken Pottery disse...

Adriana,
Se eu pudesse viver em qualquer país da Europa, não pensava duas vezes. Agradeço muito seu carinho. É claro que te considero, há já algum tempo, minha amiga. Quem sabe um dia, quando a crise arrefecer, e o dinheiro voltar pro bolso da gente, eu dou um pulinho aí na Espanha. Prometo ir te visitar.
Beijo grande

Eduardo,
Quando escrevi estava meio receoso, não sabia como os artistas estavam vendo este episódio. Fiquei muito contente em perceber que enxergamos com os mesmos olhos. Obrigado pela força lá no Varal. Os textos sempre ficam mais elegantes expostos lá.
Grande abraço

Sibila,
Concordo com você, é uma merda mesmo. As pessoas, antes de se afirmarem nacionalistas, deveriam entender o que é, saber definir. Elas, porém, pouco sabem. Aproveito para colocar os verbetes que estão no Houaiss. Acho que depois de lerem, pensarão um pouco melhor em suas crenças.

1 salvaguarda dos interesses e exaltação dos valores nacionais
2 sentimento de pertencer a um grupo por vínculos raciais, lingüísticos e históricos que reivindica o direito de formar uma nação autônoma
3 ideologia que enaltece o Estado nacional como forma ideal de organização política com suas exigências absolutas de lealdade por parte dos cidadãos
4 preferência pelo que é próprio da nação a que se pertence, exaltação de suas características e valores tradicionais, à qual em geral se associam a xenofobia e/ou racismo, além de uma vontade de isolamento econômico e cultural; como doutrina, subordina todos os problemas de política interna e externa ao desenvolvimento, à dominação hegemônica da nação

Dá pra alguém, em sã consciência, se dizer nacionalista?
Beijo grande

Denise,
Um trabalho absurdo. De minha parte chego a desanimar.
Beijo grande

James,
Obrigado. Quem conhece suas idéias, não poderia esperar outra coisa de você.
Grande abraço

Arnaldo,
Sua análise é perfeita. Além de tudo o que você enumerou, critico também o clima. Acho o Brasil quente demais. Seu eu gosto daqui? Fazer o que...
Grande abraço

Ricardo,
Irei visitar seu blog. Obrigado por sua presença e pelo apoio.
Grande abraço

anna disse...

tem razão, lord. as penas e as instituições são contrárias à recuperação de qualquer ser humano.
fora os julgamentos arbitrários, que na nossa terra multiplicam-se como coelhos.

vendo o dvd dos doces bárbaros (1976) a cena onde o gil é julgado é surreal. primeiro pelas falas "porte de tóxico" e "erva maldita", e os olhares dele, gil.
a pena aplicada foi a internação clínica para recuperação, sem prazo determinado.

ou seja, os profissionais da instituição é quem determinariam o tempo que ele ficaria ali.

com grana e/ou pistolão o interno poderia sair quando bem entender.

confuso,nénão?

Adelino disse...

Lord, agora apareceu aquela do "sifu" no discurso presidencial... E todo mundo achou engraçadinho... É ou não é fim?
Abraços

Adelino disse...

Corrigindo: ..."é ou não é o fim?"

Lord Broken Pottery disse...

Anna,
E era com o Gil, artista na época conhecido. Tá certo que em tempos de ditadura, mas o país, em seu âmago (tô gastando) não mudou muito.
Beijo grande

Adelino,
Eu acho o fim. Raramente ouço o que o Lula fala. Geralmente mudo de canal, acho o nível baixo demais para o meu gosto. Desta vez, porém, ouvi, até por ter sido alertado para o descalabro. Não concordei com as maneiras pouco polidas, não fica bem para um presidente esculhambar tanto o nosso idioma, e nem com o sentido da fala. A crise está aí, e precisa ser tratada, com seriedade. Não dá para tapar o sol com a peneira. Quem alerta para ela não é traidor. O próprio governo deveria se preocupar, diminuindo os gastos públicos. Mas é apenas uma opinião quase solitária. Não dá para discutir com 70% de opinião favorável. A plebe ignara, e muita gente culta, parece que gosta. Os mesmos mais bem preparados que curtem o Obama, sem lembrar da formação acadêmica que o diferencia. Vai entender...
Grande abraço

adelaide amorim disse...

De pleno acordo, Lord. Não apontar as falhas, os erros e as intenções tortuosas é que devia ser interpretado como falta de amor à pátria, digamos assim, porque "patriotismo" é uma palavra vazia. Mas Caetano está certo: a gente quer mátria e frátria.
Foi bom encontrar você aqui.
Abraço.

Lord Broken Pottery disse...

Adelaide,
Mesmo esse conceito de amor à pátria, a obrigatoriedade de se amar o lugar onde se nasceu, me parece estranho. O amor não pode ser restrito. A gente ama o que o coração mandar, sente o que for para ser sentido. Posso ter nascido no Brasil, e amar a Inglaterra. Não há aí nenhuma traição ou erro. É uma questão de identidade, bem estar, felicidade. A nossa pátria é onde nos sentimos felizes.
Beijo grande

Vivien Morgato : disse...

Lord, meu problema com o patriotismo é que ele é uma veia aberta para o ufanismo tacanho, e por consequencia, pra o autoritarismo - com p erdão do clichê - imperialista.
A única forma de nacionalismo/patriotismo que acredito é a que une os cidadãos, que identifica na cultura e nas pessoas o elo, e não em uma asbtração ligada ao Estado, Mesmo porque, implico com o Estado.
E como diziam os anarquistas italianos: "minha pátria são meus sapatos", beijos.

googala disse...

a pátria que nos pariu que vire mátria, com a fátria de todos

Sibila disse...

Oi Lord,
precisei voltar e gosto de estar or aqui.
Paradoxo: não queremos q prevaleça a idéia de nacionalismo, mas de alguma forma precisamos afirmá-lo (no sentido de falar dele) para nos opor. Acho isso bem diferente do que coloquei lá em cima.
Menos paradoxal: vc não quer a moça-pichadora presa, mesmo não a reconhecendo no que ela se afirma (se julga) como artista. E traz a questão de quem seria realmente nocivo. Traz o conflito em todo o texto. Acho ótimo.
Nada boa foi minha maneira de dizer, desajeitada, pareceu tão seca tb. Uma espécie de pichadora-sem-querer, pois no meu caso não sentia a necessidade do conflito (melhor a moça que deve ter lá suas razões). Quis ser concisa, pra não cair no besteirol e o efeito foi o contrário.
Aí me pareceu que virou conflito, talvez conflito maior comigo mesma. Enfim, se for, espero que desconflitemos: o motivo desencadeador - o comentário deixado por mim - é muito bobo. Agora sim: ô merda! Peço que releve, Lord. Obrigada,
beijo

Sibila disse...

Ixi, não tinha lido a sua resposta e portanto não tive maneira de perceber que não leu meu besteirol como agressividade. Não precisava ter deixado o tratado que deixei acima.
Agora preciso escrever uma coisa: acho que a moça não deveria ser presa, como tantos por aqui, mas não acho que ela não tenha nada pra fazer, acho que ela expressa uma condição, um conflito, um ponto de vista a ser escutado, debatido. Qto àlguma pena, não tenho opinião formada. "Desconstrução" soa meio pedante, mas essa é a palavra, acho, pra tratar a idéia de nacionalismo.
Beijos Lord.
Vamos nos ver, sim, dia 29/12 (obrigada por me chamar, Valter, um beijo pra vc e pra Aninha)
E nada de concisão...caramba!

Lord Broken Pottery disse...

Vivian,
Eu vou um pouco mais longe. Acho qualquer nacionalismo, ou patriotismo, manifestações no mínimo estranhas, para serem olhadas com muito cuidado.
Beijos

Guga,
Estes neologismos baianos me confundem um pouco. Literalmente boiei na idéia do Caetano. É dele?
Abração

Sibila,
Eu nunca acho a sua forma de dizer as coisas desajeitada. Geralmente, inclusive, concordo com elas. Acho muito boa a perspectiva de nos revermos.
Beijo grande

Ordisi Raluz disse...

Acho que blog foi feito para cada um dizer o que pensa, dentro do seu melhor entendimento - ou desentendimento. Se dar a visão de cidadão do mundo pode incomodar alguém, imagine então como incomodaria a visão de ser um cidadão do Universo.

Abraços universais.

Adelino disse...

Lord, o caso dos 70% de aprovação decorre do fato de que o presidente não concede entrevistas coletivas, portanto não tem apartes, argumentos, perguntas embaraçosas. Ele faz "pronunciamentos" como se fossem verdades absolutas em qualquer inauguração, aniversário, coquetéis, atacando pra todos os lados e proclamando o tal de "nunca neste país" etc. Na concepção dele trabalhador é apenas aquele que carrega peso nas costas, tijolos, em resumo, trabalho que demanda musculatura em dia. O analista de sistemas, o economista, engenheiro, arquiteto, médico, escritores não são trabalhadores. E alite para o presidente, o que vem a ser? Ele nunca definiu o que quer dizer com "elite". Também seria pedir demais, não?
Abraços.

Blog do Beagle disse...

Lord, vc misturou tudo! Misturou a lei com o aplicador da lei e delinquente com pwssoas de mau gosto.

Assim, até eu faço paçoca de carne, ora!

Desmisture: a pichadora deve ficar na cadeia porque agrediu bem público. Deveria, ao mesmo tempo, ser punida com a pintura de prédios públicos para aprender a respeitar o que não é dela.

Nosso Código Penal precisa ser revisto e os beneficios aos delinquentes revistos e retirados, pois, acabam gerando impunidade.

Nosso sistema prisional também precisa ser revisto: punitivo para crimes de morte e corretivo para os demais, com muita prestação de trabalhos à comunidade, sempre monitorados.

Criticar é uma das formas de exercitar a civilidade.

Detesto brasileiros que fugiram da nossa realidade que falam mau do Brasil.

Bjkª. Elza

Lord Broken Pottery disse...

Ordisi,
Não só em blogs. A gente deve, ou pelo menos deveria, poder dizer o que pensa em qualquer lugar. Hoje vi um filminho que conta a história da mãe do Obama. Uma das coisas que o caracterizam, onde muitos estão jogando suas mais bonitas esperanças, reside no fato de que ele, aparentemente, é um cidadão do mundo.
Grande abraço

Adelino,
Perfeita sua análise. Em muitos dos aspecos que você coloca, eu ainda não havia pensado, e concordo com todos. Principalmente com aquele mais conclusivo, onde você afirma que não dá para esperar nada mais elaborado de nosso presidente. Assino em baixo!
Grande abraço

Elza,
Não misturei nada. Eu sou muito cuidadoso quando escrevo. Penso em cada palavra, escolho com critério o que vou dizer. Acho que você está meio que remando contra a maré, em uma posição conservadora demais. Meu pai dizia que opinião é o que mais se discute, ao contrário do que vivem propalando por aí. Então vamos discutir, numa boa. Reafirmo que a prisão da menina é arbitrária, bastava prestar serviços à comunidade. É assim que se faz nos lugares mais adiantados, menos terceiro mundo. O nacionalismo deu, entre outras coisas, no nazismo e no fascismo, não é uma doutrina muito bem recomendada. A gente não foge da nossa realidade. Somos livres para escolher realidades melhores, ou mais convenientes. Brasileiros que conhecem mundos melhores, podem e devem criticar o que anda errado por aqui. Muitas vezes é assim que conseguimos mudar o rumo das coisas. Eu conheço boa parte dos países, viajei muito. Não sou cego, nem burro. Não vou dizer que as aves que aqui gorjeam, não gorjeam como lá. Já vi muito passarinho cantando melhor, e mais bonito.
Beijo grande

Eduardo P.L disse...

Lord,

apesar de querer morar num país europeu, sei que saberá como ninguém, escrever sobre o tema de hoje na Tertulia: BRASIL... Tem assunto que não acaba mais!
E ainda da tempo!

Anônimo disse...

Lord:
Relendo todos os comentários,me veio à mente muitas dualidades.
"O afeto que se encerra"tem duplo sentido e interpretação.Viva Ricardo Ramos!

Abraços

Günther.

Anônimo disse...

Lord:
Relendo todos os comentários,me veio à mente muitas dualidades.
"O afeto que se encerra"tem duplo sentido e interpretação.Viva Ricardo Ramos!

Abraços

Günther.

Anônimo disse...

Lord, meu amigo,

faço coro ao Günther: Viva!!!

Beijos

Vivina.

Anunciação disse...

O que seria uma injustiça também com quem gosta de música sertaneja.rs.Eu concordo plenamente com você.É triste a vaidade humana quando se encontra em toda a sua exuberância em quem deveria julgar com...justiça.

Vivendo deixando a vida me levar... disse...

Ei meu bem!!!Estou de volta com meu bloguinho e espero
sua visitinha pra alegrar minha página!!
Saudades mil de todos os meus amigos, um abraço apertado
e Bem-Vindo novamente...

=^.^=

Eduardo P.L disse...

Lord,

deixo um forte abraço NATALINO, com desejos de que possamos ter mais textos em 2009!

Adelino disse...

Lord, já lhe desejei Feliz Natal lá no blog, mas reafirmo-o por aqui. Um grande abraço. Que tenha um FELIZ NATAL. E um ótimo 2009.
Adelino

james emanuel disse...

Feliz natal e um 2009 cheio de paz!!!!

ana v. disse...

E junto o meu Viva! aos demais.
Querido Lord, um Bom Natal para você, meu amigo.
E um beijo, claro.

Lord Broken Pottery disse...

Günter,
Lembrar o velho é sempre muito emocionante para mim. Principalmente nesta época. No próximo dia 4 de janeiro, faríamos aniversário juntos caso ele ainda estivesse vivo.
Grande abraço

Vivina,
Bem lembrado, não foi?
Beijo

Anunciação,
Receba meu beijo atrasado, mas com o carinho em dia.

Polly,
Que bom que você voltou! Estava com saudade.
Beijo

Eduardo,
Agradeço o seu carinho, retribuo os votos, e garanto a presença, tentando escrever bons textos.
Grande abraço

Adelino,
Achei a sua homenagem comovente. Ficou muito bonia. Agadeço a lembrança, o carinho, senti-me orgulhoso no meio de tanta gente boa. Retribuo os votos. Que você seja muito feliz.
Grande abraço

James,
Retribuo o carinho.
Grande abraço

Ana,
É sempre com muita alegria que a recebo. Retribuo os votos e o carinho.
Beijo grande

Miguel Barroso disse...

Concordo e gostei muito.


Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

GUGA ALAYON disse...

felix tudis

Nelsinho disse...

Um abraço e que o novo ano seja de sucesso, saude e paz!

Vivendo deixando a vida me levar... disse...

Meu querido lordeeeee Feliz 2009 pra você, nos vemos lá neh!!!

bjossss =^.^=

Aninha Pontes disse...

Querido, que você tenha todas as realizações nesse ano de 2009, que a alegria seja sua companheira constante.
Que o amor seja constante.
Um beijo prá vc, prá Cordélia e Mário.

E, vai ter bolo?

Mário disse...

Passando para desejar um Feliz 2009 para você e todos os seus familiares.

Lord Broken Pottery disse...

Miguel,
Agradeço o comentário e a visita.
Grande abraço

Guga,
Felix tudis procê também!
Abração

Nelsinho,
Com certo atraso, desejo o mesmo pra você.

Polly,
Já estamos nos vendo.
Beijo grande

Aninha,
Só agora estou conseguindo responder. Obrigado, mais uma vez, pelo carinho. Não teve bolo. Fico um pouco invocado no dia do meu aniversário. Estou começando a aceitar os 55.
Beijo grande

Mário,
desejo o mesmo pra você.
Abração