terça-feira, novembro 20, 2007

Cry Baby Cry

Eu não gosto das causas coletivas. Grupal nem sexo é do meu agrado. Não assino manifestos, participo de blogagens, ou saio em passeatas. Me preocupo muito pouco com quem não conheço, bem menos do que com as contas que tenho de pagar no fim do mês. Nunca fui dado a benemerências, não dou esmolas, vivo, portanto, completamente por fora da moda. E estou me lixando para isso. Embora, como qualquer ser humano, também me sinta culpado quando vejo miséria, acabo me lembrando que pago meus impostos, e que é obrigação de quem os cobra cuidar dos pobres. Não preciso participar de ONGs, meu currículo dispensa enfeites ou penduricalhos. Quando alguma coisa me incomoda escrevo sobre ela, como estou fazendo agora. É minha forma de pertencer ao mundo. E assim vou tocando meu barco, de preferência sozinho, gosto de ser solitário, não solidário. Embora haja quem me considere generoso, juro que não é de propósito.
*
E aos que vivem chorando pelos outros, proponho um choro geral. Eu faria esse sacrifício para ficar fashion. Resolveríamos, talvez, mais um problema em voga, ligado à ecologia, o da falta de água. As lágrimas encheriam os rios, trariam mais chuva ao evaporarem, limpariam com seu sal a sujeira das calçadas, alterando o clima para melhor. A terra se purificaria pela dor do povo. Não seria lindo? Choro eu, chora você, choram todos. E nada de chororô. Teria que ser pranto abundante, carregado, enxurrada brotando dos olhos. E depois de tudo despoluído viria uma enorme calma. Chorar faz bem para os nervos. Contribuiríamos, por tabela, para a causa do controle da violência. Não é uma boa proposta? Cry baby cry.

53 comentários:

valter ferraz disse...

Caco, antes que te cubram de pedras, deixo aqui registrado: penso exatamente assim, embora não tenha coragem de expor tão claramente. Uma pena. Gostaria de ser mais incisivo.
Forte abraço

perdidinha... disse...

mais uma pro clube!rs...
beijocasssssssssssssssssss.

Sandra disse...

Caraca! Vai ser sincero assim em Carapicuíba. Mas está certo em expôr seus pensamentos, sua forma de agir. Respeito isso numa pessoa: a capacidade de ser sincera.

Beijos

Eduardo P.L. disse...

Lord,

concordo com o que disse o Valter, a Perdidinha e a Sandra. E o que dezenas de visitas dirão! Vai ser sincero e corajoso assim,,,,e ainda: POLÍTICAMENTE incorreto. Mas esta no seu direito.
Eu, como já notou, sou COMPLETAMENTE diferente. Adoro uma patota. Adoro um coletivo. Acho que porque moro num lugar onde não tenho mais que quatro pessoas para conversar, uma vez por mês!!!

Abçs

Magaly disse...

Fiquei tão feliz com a visita que me fez em meu blog paradinho que vim direto pra cá pra ler suas deliciosas narrativas, crônicas, críticas, tudo muito saboroso e inteligente. E me demorei tanto que li tudo e não comentei nada.
Claro que vou voltar comentando post por post. Vale mesmo a pena.
Abraços.

Lord Broken Pottery disse...

Valter,
Já que falei do que não gosto, preciso lembrar que adoro uma polêmica. Nada nas pessoas me interessa mais do que o pensamento. Que venham as pedras, serão bem vindas.
Grande abraço

Perdidinha,
Seja bem vinda ao clube.
Beijão

Sandra,
Logo em Carapicuíba, não tem um lugarzinho melhor? O que tem me irritado muito é perceber um monte de gente fazendo benemerência, participando de ONGs, presente em uma porrada de eventos coletivos, apenas por estar na moda. Na maioria das pessoas que entram nessa onda, há muito pouca substância, consciência da atitude que a que se propuseram, fazem apenas por achar bonito, estar na moda. Recentemente, em uma entrevista com um had hunter, me informaram que seria conveniente ter em meu currículo participação em alguma ONG. Pega muito bem você fazer alguma coisa pelos outros, é boa propaganda. Não é à toa que o Bradesco, o Real, e tantos bancos falam em sustentabilidade o tempo todo. E vem todo mundo repetir que nem papagaio. Duvido que uma pessoa, em cada dez, saiba definir o que é sustentabilidade.
Beijão

Eduardo,
Não me considero politicamente incorreto. Não sou racista, nunca anulo meu voto, participo do debate político, tenho convicções muito consistentes, apenas não gosto de oba-oba, de ver coisas sérias sendo festejadas como se fossem um churrasco entre amigos. A minha percepção é que as pessoas (é claro que existem excessões) estão entrando nessa onda coletiva para ficar in. Já passei dessa fase de precisar de turma. Acredito muito pouco que a união faça a força. O que faz a diferença, sempre, são as idéias. O pensamento sozinho move montanhas. Não há necessidade de todo esse brilho. Tudo isso me lembra muito eventos da Liga das Senhoras Católicas.
Grande abraço

Magaly,
Vou esperar ansioso suas opiniões, para mim importantíssimas. Estava com saudade de você.
Beijão

Aninha Pontes disse...

Lord querido, toda vez que nos propomos a fazer algo, por nós ou pelo outro, e nos entregamos à isso, a coisa fica bem feita.
Agora se tem uma coisa desagradável é ter que fazer o que outros querem.
Aqui em casa sou chamada de "A desobediente", se há um termo que nunca aceitei que não conheci foi a tal da obediência. na boa me levam tudo, mas não me mandem fazer nada, porque aí o bicho pega.
Parabéns por se expor, e que se dane o mundo.
Beijos de admiração.

anna disse...

lord, a generosidade espontânea é a de verdade. a outra é paraguaia.

Eduardo P.L. disse...

Lord,

eu ia parar por aqui, mas como li no seu comentário para o Valter, que "ADORA polêmica", e não se importa com "pedrinhas" pois eu nunca jogaria pedradas!!! vou retrucar: A UNIÃO FAZ A FORÇA, uma andorinha só ( com as melhores das idéias e intenções ) não faz verão!.Isso é certo, e você afirmar o contrário não me convenceu.
Agora uma coisa é certa: sua habilidade em usar, e desfrutar das palavras a seu favor, me vencerá em qualquer tese ou polêmica! Fico por aqui, para não ter que levar as "pedrinhas" de volta!

Forte abraço, do amigo oba oba que te gosta muito. Mesmo sendo como é!

hahaha

(;-))

Mário disse...

Lord, acabei de publicar a resenha do livro do Valter, se puder, passe por lá. Abraços.

Mário disse...

Agora sobre o seu belo post: aplaudo de pé e, acho, pensamos da mesma forma. Abraços.

Lord Broken Pottery disse...

Aninha,
Acho que é bem por aí. Quem faz o bem, que tem boa vontade, dispensa alarde, não precisa de testemunha. O povo hoje em dia faz das grandes causas uma festa. Nào concordo com isso.
Beijo grande

Anna,
É esse o problema, como em tudo na vida, a maioria é paraguaia.
Beijão

Eduardo,
Em tese você está certo, a união faz a força. Não teria havido o impeachment do Collor, por exemplo, sem uma união nacional em torno da idéia. O meu medo é que hoje em dia para tudo se faz mobilização. Qualquer problema e as pessoas se juntam, gritam, fazem blogagens coletivas, trocam e-mails, o mundo eletrônico facilita muito esse contato. Temo que as pessoas se acostumem a se unirem, pelo prazer da farra, e as causas importantes fiquem em segundo plano. De certa forma há uma exaltação do individualismo por aí. É mais fácil participar de uma ONG, e ir na favela ajudar os coitadinhos, do que cobrar do governo uma solução efetiva para os problemas. Garante-se um lugarzinho no céu e dane-se o resto. É por aí que eu vou.
Grande abraço, irmão

Lord Broken Pottery disse...

Mário,
Estou indo ler, comentarei lá.
Abraço

peri s.c. disse...

Lord
Gostei, adorável e precisa virulência.

Gostei da sugestão. Já estou com um palmo de água aqui no escritório, das lágrimas vertidas nestes poucos minutos. Quem sabe funcione, talvez o vizinho insensível reclame com a inundação.
Mas não creio que funcione, provavelmente chorarão os que não precisam chorar. Mas quem vai gostar mesmo da idéia, e faturar algum, são as fábricas de lenços.

Lord Broken Pottery disse...

Peri,
Alguém tem que faturar, sempre há quem fature sobre as idéias dos outros. Que sejam as fábricas de lenços.
Grande abraço

Cristiane disse...

Caro Lord,
Como sempre vir aqui é certeza de ler coisas híper interessantes...

Obrigada pela visita amigo e não se preocupe com o sumiço, acontece com todo mundo, eu que o diga!
Um bom resto de semana, beijo carinhoso, Cris

Milton Ribeiro disse...

Um The Crying Day? Para rimar com o filme do Neil Jordan, The Crying Game? Poderia ser interessante.

Detesto a promoção de bons sentimentos e num dia assim lembraríamos de todas as cagadas egoístas que cometemos, do mal que desejamos ao time adversário e lamentaríamos nossas limitações que não permitiram que comêssemos a mulher do amigo ou que fizéssemos o mal de ainda desejamos a nosso inimigo.

No dia seguinte, de alma lavada. Continuaríamos os mesmo fdp`s de sempre. Mas isso não parece a mesma coisa que ir ao confessionário?

Ah, sei lá. Não me enche o saco, Ricardo! A culpa é sua se meu comentário saiu maior que o post, mas depois eu choro e esqueço.

Grande abraço.

Ricardo Rayol disse...

bom, cada um é o avestruz que quer ser. Como você, também não dou esmolas, já sou sangrado no que baste pelos nossos governantes, mas acreditar que eles farão bom uso do imposto que pagamos, assim sem mais ne menos, é gostar de ser roubado. Quanto ao resto sou neutro, gosto de uma patota, mas me reservo o direito de escrever o que quero, do jeito que quero, sem pieguice ou viadagem.

Milton ribeiro disse...

Errata: "... o mal que ainda desejamos a nosso inimigo".

denise disse...

E é provável que muita gente concorde com você para ficar "in". Imagine, discordar de Ricardo Ramos! Pois eu penso que depende da ação. Se é algo em que acredito, vou participar. Diariamente deleto vários emails e recuso convites de ações coletivas. Outras há, em que os objetivos são coerentes e coincidem com os meus. Então entro. Mas, no final das contas, adorei conhecer este teu lado "desobediente", he he.
abraço, garoto

Lord Broken Pottery disse...

Cris,
Eu é que agradeço o seu carinho.
Beijo

Milton,
Você acertou em cheio. Acho que no fundo essa moçada está precisando é de mais religião. Muito ódio no coraçãozinho deles, acabam chafurdando na culpa e saem desembestados fazendo o bem. Talvez um padre e uma boa confissão ajudasse. Não me lembrei por que além de tudo, pra minha maior desgraça, sou ateu.
Grande abraço

Ricardo,
O fundamental é esse direito, o de escrevermos o que sentimos e queremos.
Grande abraço, amigo

Denise,
Tenho certeza que você faz parte da exceção, faz o que acredita, com conhecimento de causa. Eu desobediente? Pergunta pra minha mãe.
Beijo

Mani disse...

Ah, eu sou um pouco diferente. Mas confesso que detesto correntes que me mandam por e-mail...Sempre aviso que quebro fácil, fácil, qualquer corrente...Um beijo.

ery roberto disse...

Lord, seu depoimento é corajoso e carregado de uma franqueza que só não há de admirar quem é doente da cabeça. Estava no blogue da Magui e li um post correlato, onde ela falava de certas ONG's que são verdadeiros escândalos, a começar por uma que foi fundada pela filha do digníssimo "prefidente defepaís", no RS, e se durou um mês foi muito. Tempo suficiente, no entanto, para receber qualquer verbinha governamental que não alterou em nada o superávit do erário público. É Lord, eu sempre digo, às vezes a gente é obrigado a pegar um pouco de concreto (água, cimento, areia e cal)e misturar ao ectoplasma. Porisso não tenho como deixar de concordar com muito do que você disse.

leila disse...

ah não. tem que enxugar as lágrimas, transformá-las em ação

Magui disse...

Esta é a minha meta.Já participei demais.Devia ter participado menos.

Vivendo deixando a vida me levar... disse...

Ei Lord... chorar faz bem sim... e ajudar a diminuir o choro das pessoas as vezes tb faz... beijinhus

Adelino disse...

Lord, não li todos os comentários, mas analisemos alguns pontos do seu post:

1 - Concordo com a Anna Pontes. Posso participar, mas não tente me obrigar a ou a me criticar por não querer participar; aí não entro mesmo...

2 - Eu também não sou muito politicamente correto. Às vezes vou na contra-mão das opiniões e do "estabelecido", mas não é um "não" pelo "não". Não aceito que me digam do que e de quem devo gostar. Nisso temos muito em comum. Mas, é bom, como eu disse outro dia, "abrir o nosso velho guarda-chuva para que as críticas não nos escorram pelo pescoço";

3 - Muita gente pensa como você, mas para evitar polêmicas, evitam externar o próprio pensamento,a não ser que seja inevitável;

4 - Resumindo: sou avesso a unanimidades, ainda que seja mais confortável sê-lo.

Quanto a certas blogagens coletivas, por exemplo, esta da DENGUE, achei interessante, e participei com muito prazer. Claro que faço a minha parte, mesmo que outras não façam a deles, ou seja, evitar que se criem condições ideais para a proliferação do famigerado mosquito transmissor.
Ok, por ora é só.
Grande abraço, Lord, e meus parabéns.

Adelino disse...

Desculpe, Lord: onde se leu
"4 - Resumindo: sou avesso a unanimidades, ainda que seja mais confortável sê-lo.", leia-se:
"4 - Resumindo: sou avesso a unanimidades, ainda que seja mais confortável NÃO sê-lo."
Abs

Lord Broken Pottery disse...

Mani,
Eu ignoro totalmente as correntes. Não gosto de grilhões nem de nada que me prenda.
Grande beijo

Ery,
Não é coragem, não. É que aqui estou em minha casa, falo o que acho que devo falar, sem inibições. Aliás, talvez esse seja mesmo o traço mais forte de minha personalidade, nunca deixo de dizer o que penso, doa a quem doer. O que mais me incomoda nas ONGs é acerteza que a maioria delas funciona como caixa 2. Sob o pretexto de fazer o bem, ajudar os outros, muita gente se locupleta. Quanto a esse governo você já sabe de minha opinião. Caminha esculhambadamente para inaugurar um lulismo muito próximo do chavismo.
Grande abraço

Leila,
Já tenho ação o suficiente. Trabalho muito, como um mouro, pago meus impostos (e como pago imposto), cumpro com todas as minhas obrigações cívicas. Quando é que o governo vai fazer a parte deles? Desde que me entendo por gente estou esperando.
Beijo

Magui,
Disso eu não me arrependo. Nunca participei desse esforço coletivo que, em última análise, visa limpardo a barra do governo. Seja do PSDB, do PT, partido que for.
Grande beijo

Polly,
Eu até que choro bastante, sou dos caras mais chorões que conheço. Não sinto o menor pudor em liberar as lágrimas quando preciso. Quanto a secar as lágrimas dos outros, sugiro uma boa caixa de lenços.
Grande beijo

Adelino,
Tenho o maior respeito por você. Sei que quando participa o faz com critério, por realmente acreditar. A minha crítica maior é para os que seguem apenas a moda, entram na onda sem refletir, só para ficar in. Pior do que isso, acham que somos obrigados a também embarcar nessa canoa, e nos classificam como desclassificados, só por pensarmos de forma diferente. Sou a favor da liberdade de comportamento, além da de expressão. A uninimidade, como já escreveu o Nelson Rodrigues, é burra.
Grande abraço, amigo

claudio boczon disse...

Taí uma frase com a qual todos concordam, essa do Nelson.

Diria que é uma unanimidade...

Falhou e disse, bicho!

Silvares disse...

O título desse post faz-me logo lembrar a Janis Joplin. É pra chorar mesmo. Ás vezes apetece atirar umas pedras pró ar e abrir um chapéu-de-chuva... just in case!

Lord Broken Pottery disse...

Claudio,
E apesar de ser unanimemente aceita, não é burra.
rande abraço

Silvares,
Ou jogar as pedras pra cima e deixar cair em algumas cabeças, just in case. E viva a Janis!
Abração

Vivien Morgato : disse...

Lord Caco, ri horrores, confesso.
Mas discordo.;0)
Eu creio no poder do coletivo e da ação do grupo, não apenas enquanto pressão política, mas enquanto ação política.
Eu sou vidrada no anarquismo e no seu poder de luta e transformação.
;0)
Exatamente por isso....não participo de campanhas e/opu movimentos que acredito serem inócuos, como passeatas "pela paz". Se alguém me chamar pra discutir os motivos que geram violância e/ou participar de movimentos para reavaliada a má distribuição de renda e baixa escolaridade, tô dentro.Mas colocar roupa branca e sair por ai, to fora.
beijos.

Vivien Morgato : disse...

(Sandra,....carapicuiba foi sacanagem feia...rsrsrs)

Lord Broken Pottery disse...

Vivien,
Somos mais parecidos do que você imagina. Só não gosto é de perceber que fazem as coisas por estar na moda.
Beijo

Márcia(clarinha) disse...

E eu ficaria rica vendendo cebolas que gerariam lágrimas que encheriam rios que nos tornariam politicamente corretos e extremamente solidários.
;-)
beijos

Claudia Lyra disse...

Eu poderia ter escrito esse texto. Claro que me falta talento pra tanto...
Melhorando a idéia: seu texto reflete exatamente o que penso sobre o assunto.

Saramar disse...

E queria ser assim, juro.
às vezes, fico cansada e desanimada com o ser humano, mas não desisto deles.

beijos, bom domingo.

Maria Helena disse...

Lord,
Sei como vc se sente,tb não gosto dessas blogagens coletivas em favor
disso ou daquilo, não participo.
Antigamente me dedicava mais a essas causas, mas agora não me sinto obrigado a nada, a minha idade me permite fazer, o que é do meu agrado.
Não preciso do coletivo para agir em favor de alguem ou para alguem
Isso não significa que sou alienada
aos problemas sociais e do mundo,
não é isso, só não gosto é de fazer de conta que estou fazendo.
Gostei do post,como sempre,claro,
ser verdadeiro sempre foi a melhor pedida.
Bjs

Anunciação disse...

Bem,não que eu não goste de ser solidária;sou,digamos a solidariedade em pessoa,mas não gosto de obaoba,de fogos de artificio,essa festança toda que às vezes acontece.Sem contar umas campanhas de ajuda a torto e a direito.Acho que entendo você.Independentemente disso,quero me colocar a sua disposição se precisar falar alguma coisa;sem dar palpite,sem querer resolver nada em sua vida:ler um email como quem escuta,com todo o interesse,e só dar palpite e resposta se solicitada.Sei que estou sendo de novo bisbilhoteira mas,além dos problemas habituais do dia a dia,penso que há algo lhe machucando.Coisa de velha que acha que todo mundo precisa lhe confiar problemas.Será que estou enganada?Tomara que sim.Um grande abraço.

Lord Broken Pottery disse...

Márcia,
Legal. Você vende as cebolas. Bem dentro do mundo atual, até o choro seria falso, não é mesmo?
Grande beijo

Claudia,
Bacana perceber a sua solidariedade com a minha posição. Esperava muita porrada mas a maioria concordou com o que eu disse.
Grande beijo

Saramar,
Gente, você tem razão, é mesmo um bicho que desanima a gente. Fazer o que?
Beijão

Maria Helena,
É bem isso que você falou. Não se trata de alienação, de fuga aos problemas que temos. É importante que sejam discutidos, que tenhamos posição clara e definida. Esse texto fala mesmo é daqueles que fazem as coisas sem consciência, de maneira festiva, apenas pelo prazer em sentirem-se enturmados, no grupo, totalmente na moda.
Grande beijo

Anunciação,
Você tem razão. É muito difícil no mundo de hoje, encarar as batalhas diárias sem sairmos muitas vezes chamuscados. Particularmente tem dias que me saio melhor, outros em que me recinto mais. Nada, porém, que marque assim tão profundamente, que me deixe tão sem rumo. Viver, basicamente, tem dias melhores e piores, ainda não encontrei uma fórmula para que sejam todos bons, da maneira que eu gostaria. Caso você queira me escrever, particularmente, meu e-mail é rramosfilho@uol.com.br, terei o maior prazer em responder.
Grande beijo

GUGA ALAYON disse...

Combinado. Vcs choram e eu comercializo o sal.
Texto honesto pacas.
Invejinha saudável.
abç

Lord Broken Pottery disse...

Guga, meu velho,
Também sinto uma inveja enorme de um monte de coisas que leio. Aliás, considero a inveja um dos sentimentos mais normais que existem, todos nós vivemos sentindo. Quanto a comercializar o sal, acho uma atividade das mais lucrativas.
Grande abraço

Meg (Sub Rosa) disse...

Na mosca!
Good shot!
Perfeitamente entendido e greatly said!
Meg.

P.S. Já lhe avisei que embora você sendo modestíssimo e não concorde, eu estou "managing" um fã-clube pra você e pretendo a Presidência?
Pois estou!
M.

Lord Broken Pottery disse...

Meg,
Você é minha amiga, já é presidenta do que escolher.
Grande beijo

GUGA ALAYON disse...

Se não forem lágrimas de crocodilo. ahaha

Lord Broken Pottery disse...

Guga,
Espero que não, sinceramente.
Abraço

Palpi disse...

Lord, quanta coisa em comum num post só. Vc é ótimo, garoto! Vou até perdoá-lo por não ser são-paulino. ;)

"Embora haja quem me considere generoso, juro que não é de propósito."

"gosto de ser solitário, não solidário."

Adorei! Adorei! Adorei tudo!
Embora chorar faça bem aos nervos, esse lance não é comigo. Fico feia, olhos inchados, tristes, sofridos. Um horror! No máximo, algumas lágrimas cinematográficas, sabe como é? Só um riozinho caindo pelos cantos, sem muito alarde, limpo discretamente, como se fosse um cisco. Elegante que só. ;)

Beijo.

Lord Broken Pottery disse...

Palpi,
Puxa, assim você me encabula! Ainda bem que chegou meio tarde, a maioria das pessoas já passou, a festa de lágrimas está quase no fim. Fiquei muito contente com suas palavras e tentei ver se você tinha um blog também, para retribuir. Essa coisa de comunhão, de sentir que concordam com você, captam direitinho o que você quer dizer, mesmo quando o que se diz é tão politicamente incorreto, é muito legal. Volte mais vezes.
PS: Ainda bem que não sou bambi.
Beijão

Magui disse...

Seu blogue foi recomendado no meu blogue mas a pessoa deixou sair anônimo.Eu já vim cá e como vc não foi ao meu considerei um bota fora.Qt ao texto, sua postura é boa .Ainda bem que temos os lideres para tomarem a frente e os outros irem atrás.A história foi feita assim.
Seu coments não tem a opção OUTROS e então sou obrigada a deixar o meu blogspot.
http://somagui.zip.net

Só- Poesias e outros itens disse...

Lord,
adorei essa sinceridade lúcida, profunda e honesta.
Continue..., por favor, escrevendo,
melhor do que chorar por causas perdidas....

Ju gioli

Lord Broken Pottery disse...

Magui,
Só agora vi sua mensagem. Costumo visitar todos os que me visitam . O problema, se você verificar ao lado, é que tenho lincado uma outra MAgui, do Blog da Magui. Confundi com você. Me desculpe a descortesia, tá? Estarei linkando e visitando você.
Grande beijo

Ju,
Obrigado. Escrever para mim já deixou de ser questão de opção. É necessidade. Obrigado por seu carinho.
Beijo

Anônimo disse...

É melhor não chorar. Eu não choro mais.
Eu tenho visto gente ajudando gente de modo eficaz. Ajuda que altera o destino do outro. Vejo gente que adota um aluno, custeando os estudos. No meu grupo de músicos tenho alguns que vieram de comunidades (favelas) e ganharam o curso, os instrumentos musicais e depois roupa de gala e sapatos novos para a primeira apresentação no teatro municipal...
(Alguns destes jovens já saíram do Brasil para acompanhar grandes cantoras)
É o doar coisas e valores para a vida... Janelas e portas que se abrem para uma nova estrada...
Mas, também este tipo de amor é como vinho...(riso triste) é preciso provar para sentir o sabor.
J.Fernandes